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Correio da Manhã

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Bolsonaro elogia ditadores do Brasil e Paraguai durante visita a Itaipu

Presidente brasileiro nega que tivesse havido uma ditadura ou cometidos excessos por parte dos militares.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 27 de Fevereiro de 2019 às 12:03
Bolsonaro elogia ditadores do Brasil e Paraguai em visita a Itaipu
Bolsonaro elogia ditadores do Brasil e Paraguai em visita a Itaipu
Bolsonaro elogia ditadores do Brasil e Paraguai em visita a Itaipu
Bolsonaro elogia ditadores do Brasil e Paraguai em visita a Itaipu
Bolsonaro elogia ditadores do Brasil e Paraguai em visita a Itaipu
Bolsonaro elogia ditadores do Brasil e Paraguai em visita a Itaipu

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, teceu esta terça-feira rasgados elogios aos generais que durante décadas comandaram sangrentas ditaduras no Brasil e no Paraguai, exaltando o que ele considera o espírito de grandeza desses militares. Os elogios aos ditadores foram feitos durante a cerimónia de tomada de posse de outro general, o brasileiro Joaquim Luna e Silva, que a partir de agora comanda a mega-central hidroelétrica de Itaipu, construída entre o Brasil e o Paraguai e que fornece grande parte da energia elétrica consumida pelos dois países.

Num curtíssimo discurso de aproximadamente cinco minutos ao lado do presidente do Paraguai, Marito Abdo, e de outras autoridades dos dois países vizinhos, Bolsonaro citou e elogiou um a um os generais que presidiram ao Brasil durante o período da ditadura (1964-1985), de Castelo Branco a João Batista de Figueiredo, referindo-se a este último como "saudoso e querido".

Quando chegou a vez do general Alfredo Stroessner, que comandou o Paraguai com mão de ferro entre 1954 e 1989, Jair Bolsonaro também não poupou elogios e classificou o ex-ditador do país vizinho como "um homem de visão e um grande estadista".

Em nenhum momento o presidente brasileiro mencionou, mesmo superficialmente, os horrores praticados nos dois países durante o período da ditadura, e gastou mais tempo do seu curto discurso elogiando os militares do que a própria Itaipu, uma gigantesca obra que é referência mundial até aps dias de hoje e continua a ser fonte de progresso para os dois países, que começou a ser planeada nos anos 60 e foi inaugurada em 1983.

Bolsonaro tem repetidamente negado que no Brasil tivesse havido uma ditadura e que excessos tenham sido cometidos pelos militares, referindo-se às prisões e torturas a dissidentes como meras punições legais a pessoas que costuma classificar como criminosos e terroristas e que, no seu entender, ameaçavam o Estado e o progresso do Brasil. 

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