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Brasil fecha três fábricas de carne suspeitas de irregularidades

Operação Carne Fraca atingiu em cheio praticamente todos os grandes produtores do país.

06 de abril de 2017 às 20:43

Num desdobramento da Operação Carne Fraca, deflagrada no mês passado pela Polícia Federal contra frigoríficos (unidades fabris de producção de carne) suspeitos de comercializarem e exportarem carne estragada e de usarem produtos químicos ilegais, o Ministério da Agricultura do Brasil anunciou esta quinta-feira o cancelamento das licenças de funcionamento e, em consequência, o fechamento definitivo de três fábricas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Agricultura, Eumar Novacki.

As três fábricas de producção de carne e seus derivados ficam em dois estados do sul do Brasil, Santa Catarina e Paraná, e pertencem a duas das empresas sob investigação da Polícia Federal e do Ministério da Agricultura. São duas unidades fabris da empresa Peccin, uma em Jaraguá do Sul, no estado de Santa Catarina, e a outra em Curitiba, no Paraná, e uma unidade da empresa Central de Carnes, em Colombo, também no Paraná.

Segundo a investigação da Polícia Federal, a Peccin comercializava carne estragada e usava productos químicos ilícitos, até cancerígenos, para dar melhor aspecto a carnes impróprias. Já a Central de Carnes foi acusada, entre outras irregularidades, de usar substâncias não autorizadas nos seus productos, e de injectar água na carne de frango para aumentar o peso.

Com o cancelamento da licença conhecida como SIF, Serviço de Inspecção Federal, as três fábricas não poderão mais continuar a funcionar e serão fechadas. Além destas, outras três unidades fabris continuam encerradas provisoriamente, enquanto técnicos do Ministério da Agricultura analisam o resultado das fiscalizações realizadas após a operação.

A Operação Carne Fraca, que o presidente Michel Temer criticou àsperamente por ter afectado um dos sectores brasileiros de maior sucesso no mundo, atingiu em cheio praticamente todos os grandes produtores de carne do país, inclusive a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e a JBS, dona das marcas Friboi e Seara, as quatro que dominam o mercado brasileiro. Dezenas de países chegaram no mês passado a suspender a importação de carne do Brasil, segundo maior productor e maior exportador do mundo, mas actualmente as restrições na maior parte dos casos estão restritas aos 21 fábricas ainda sob investigação. 

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