page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Brasil lamenta aumento de tarifas sobre aço mas quer reforçar diálogo com EUA

EUA aumentaram as tarifas sobre o aço e alumínio de 25% para 50%.

05 de junho de 2025 às 00:07

O Governo brasileiro lamentou esta quarta-feira a decisão dos Estados Unidos em aumentar as tarifas de 25% para 50% às importações de aço e alumínio e disse que quer reforçar o diálogo com os norte-americanos de forma a reverter a situação.

"A medida que os Estados Unidos, o presidente tomou ontem, aumentando o imposto de importação de 25% para 50%, não foi só para o Brasil, foi para o mundo inteiro. Então, não é ruim para o Brasil, é ruim para todo mundo, vai encarecer os produtos", disse o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, citado pela Agência Brasil.

"É uma cadeia importante, então, eu lamento, mas qual o caminho? O caminho é incentivar ainda mais o diálogo", reforçou.

O Governo norte-americano duplicou na quarta-feira as tarifas sobre as importações de aço e alumínio de 25% para 50%, embora tenha isentado o Reino Unido deste aumento, em virtude do acordo comercial que alcançou com este país no mês passado.

Na mesma linha, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Brasil, Ricardo Alban, considerou a nova medida um "retrocesso nas relações comerciais entre os dois países", embora tenha voltado a defender a continuidade do caminho do diálogo.

O Brasil, a maior economia da América Latina, foi um dos países afetados pelas tarifas de Trump, sendo um dos maiores exportadores de aço para os EUA, juntamente com o Canadá e o México.

Em 2024, 60% das exportações de aço do Brasil e quase 17% das suas exportações de alumínio destinavam-se ao mercado dos EUA, de acordo com dados das organizações patronais de ambos os setores.

Já no primeiro trimestre deste ano, os EUA compraram 75% das exportações brasileiras de aço, segundo cálculos da CNI.

Ao mesmo tempo, o governo brasileiro está na mesa de negociações com a administração norte-americana, na qual tem defendido o equilíbrio na balança comercial bilateral.

Além da tarifa de 50% sobre produtos siderúrgicos, os EUA mantêm em vigor um imposto de 25% sobre carros importados e certas peças automotivas, além de uma tarifa básica de 10% aplicável a todos os seus parceiros comerciais, enquanto as negociações avançam com alguns deles, como no caso da China.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8