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BRASIL: PEDIATRA PEDÓFILO CONDENADO

O médico Eugénio Chipkevitch, de 48 anos, uma referência internacional em questões relacionadas com adolescentes, tendo livros e teses publicados em vários países, foi condenado por um tribunal de São Paulo a 124 anos de prisão, em regime fechado, a maior pena alguma vez aplicada no Brasil por pedofilia.

26 de março de 2003 às 00:03

O juiz Marcelo Semmer deu como provadas as acusações de atentado violento ao pudor e corrupção de menores que pesavam contra o médico, preso desde 21 de Março de 2002.

Chipkevitch, então o terapeuta juvenil mais respeitado do Brasil, foi preso após a descoberta, num contentor de lixo da zona Sul da capital paulista, de 35 fitas de vídeo em que ele aparece molestando sexualmente dezenas de adolescentes no próprio consultório.

Segundo a Polícia, o médico sedava os adolescentes com o pretexto de lhes dar uma vacina e violentava-os, enquanto os pais esperavam na sala ao lado. Um sistema de vídeo filmava tudo e foi isso que permitiu a descoberta do crime. Um homem que passou pelo contentor e viu as fitas, levou-as para casa pensando serem filmes e, ao constatar o conteúdo, entregou-as a uma emissora de TV.

Os advogados de defesa vão recorrer da sentença, mas estão com problemas, pois o tribunal desqualificou--os por não terem cumprido prazos. Todos os requerimentos para a libertação condicional do médico, ucraniano de nascimento mas radicado no Brasil há 30 anos, foram rejeitados. Se a Defesa não conseguir a anulação ou redução da sentença, Chipkevitch terá que cumprir 30 anos de cadeia, o máximo no Brasil, só tendo direito a algum tipo de benefício após o cumprimento de 20.

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