page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Bruxelas processa Portugal por não transpor diretivas sobre troca de informações policiais

Comissão Europeia deu dois meses a Portugal para transpor as diretivas.

11 de março de 2026 às 13:55

A Comissão Europeia deu, esta quarta-feira, dois meses a Portugal para transpor totalmente uma diretiva relativa à troca de informações entre forças de autoridade dos Estados-membros, descrita como "essencial para combater crimes transfronteiriços".

No âmbito do pacote de infrações de março, esta quarta-feira anunciado, a Comissão Europeia indica ter emitido um parecer fundamentado a Portugal, França e Bulgária por não terem notificado o executivo comunitário quanto à transposição de uma diretiva relativa à troca de informações entre autoridades nacionais.

Segundo a Comissão Europeia, a diretiva em questão visa "reforçar a prevenção, deteção e investigação de ações penais na União Europeia (UE), garantindo que os agentes policiais de um Estado-membro têm acesso às mesmas informações que os agentes de outros Estados-membros".

"A diretiva estabelece regras organizacionais e procedimentais para a partilha de informações entre forças de autoridade dos Estados-membros da UE, incluindo através da criação de um ponto único de contacto", refere o executivo.

A Comissão Europeia defende que a transposição da diretiva "facilita uma colaboração rápida e eficaz entre as forças de segurança, essencial para combater crimes transfronteiriços impulsionados pela digitalização, reforçando assim a segurança dos cidadãos da UE".

O executivo comunitário salienta que Portugal, França e Bulgária só comunicaram a transposição parcial de medidas da diretiva e têm agora dois meses para completar essa transposição.

"Caso contrário, a Comissão Europeia pode decidir remeter os casos para o Tribunal de Justiça da UE (TJUE), com pedidos de imposição de sanções financeiras", indica o executivo.

A emissão de um parecer fundamentado constitui a segunda fase de um processo de infração, após o envio de uma carta de notificação formal.

Se os Estados-membros não derem uma resposta considerada satisfatória pela Comissão Europeia, o caso pode ser enviado para o TJUE.

Neste pacote de infrações, a Comissão Europeia anunciou também ter aberto outro processo a Portugal por, em conjunto com outros 18 Estados-membros, não ter submetido, até 31 de dezembro, o projeto do seu Plano Nacional de Renovação de Edifícios (PNRE).

O executivo comunitário salienta que os PNRE são uma "ferramenta estratégica e essencial para que os Estados-membros transformem o seu parque edificado num ativo de elevado desempenho, eficiente em termos energéticos e descarbonizado".

"Estes planos são essenciais para melhorar o desempenho energético dos edifícios e, assim, contribuir para a redução das faturas energéticas", refere-se.

O executivo salienta que "a submissão atempada" destes projetos "permite à Comissão avaliar eficazmente a estratégia de cada Estado-membro, garantindo que os planos finalizados sejam abrangentes, exequíveis e alinhados com as metas climática e energéticas nacionais e da UE".

A Comissão apela aos Estados-membros para submeterem os seus projetos "sem mais atrasos", tendo os países notificados agora dois meses para responder à carta esta quarta-feira enviada pelo executivo comunitário.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8