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Cargos na Odebrecht para pagar subornos

Construtora brasileira tinha funcionários para pagar luvas.

23 de março de 2016 às 08:35

A construtora brasileira Odebrecht manteve até há pouco tempo uma estrutura paralela, com funcionários exclusivos e generosamente pagos, para movimentar dinheiro proveniente de corrupção e pagar luvas e subornos a executivos e políticos. O dinheiro era pago através de contas mantidas noutros países, entre eles várias em África, nos Emirados Árabes e até em Portugal.

A afirmação foi feita ontem em Curitiba pelos coordenadores da força especial da Polícia Federal e do Ministério Público, após nova fase da Operação Lava Jato, que apura desvios na petrolífera Petrobras.

Nesta fase, desencadeada um dia após a prisão em Lisboa de Raul Schmidt, também suspeito de envolvimento na fraude, foram cumpridos 110 mandados em nove estados brasileiros. Há pelo menos 15 mandados de prisão contra executivos e funcionários da construtora.

Segundo a força especial, a estrutura secreta agora descoberta mantinha uma contabilidade própria e desviava dinheiro de obras no Brasil, como as de construção do estádio do Corinthians, em São Paulo, destinado à sede da abertura do mundial de 2014, e do metropolitano do Rio de Janeiro.

Os investigadores adiantaram que essa estrutura funcionou pelo menos até julho do ano passado. Mas, acrescentaram, logo após o início da Operação Lava Jato, em 2014, a construtora enviou os funcionários envolvidos para outros países, para os proteger da operação e manter o esquema.

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