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Canadiano que testou positivo para hantavírus esteve em voo de repatriamento com tripulação portuguesa

Não há "qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo", anunciou este domingo a Direção-Geral de Saúde.

17 de maio de 2026 às 22:39

O cidadão canadiano confirmado com infeção pelo hantavírus, que viajou no cruzeiro Hondius, foi repatriado numa aeronave com tripulantes portugueses, mas não há "qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo", anunciou este domingo a Direção-Geral de Saúde.

"Até ao momento, não existe qualquer evidência de transmissão secundária associada a este voo [de repatriamento], nem indicação de risco acrescido para a população em Portugal", sublinhou a Direção-Geral de Saúde (DGS) em comunicado.

O Canadá confirmou este domingo a existência de um caso de infeção pelo hantavírus, de uma pessoa que viajou no navio de cruzeiro Hondius e que foi hospitalizada na quinta-feira na região da Columbia Britânica.

Segundo a DGS, essa pessoa estava entre os cidadãos canadianos que foram repatriados de Tenerife (Espanha) para o Canadá, a 10 de maio, numa aeronave com 12 tripulantes portugueses.

Durante a viagem, os passageiros usaram máscaras respiratórias FFP2/N95 e a tripulação usou máscaras cirúrgicas e luvas, e no final o avião foi descontaminado, refere a DGS.

Segundo a DGS, o cidadão canadiano infetado terá tido sintomas na quinta-feira - quatro dias depois do voo de repatriamento - pelo que não estava, à data da viagem, "no período de transmissibilidade definido pelas orientações nacionais e pela evidência científica disponível".

A Direção-Geral de Saúde descarta riscos acrescidos para a população portuguesa, porque “a transmissão pessoa-a-pessoa do Hantavírus Andes é considerada rara” e ocorre sobretudo “em situações de contacto próximo, prolongado e com exposição a secreções ou fluidos corporais”.

Desde que o surto provocado pela variante dos Andes do hantavírus foi declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 02 de maio, foram confirmados em laboratório oito casos de infeção e registaram-se três mortos.

A OMS considera que o risco é moderado para os ex-passageiros e tripulação do navio de cruzeiro, onde se detetou primeiro o vírus, e baixo para o restante da população no mundo.

A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida, mas, segundo a OMS, a primeira contaminação deverá ter ocorrido antes do início da expedição a 01 de abril, pois o primeiro passageiro a morrer, um holandês de 70 anos, apresentou sintomas já a 06 de abril.

O período de incubação do vírus situa-se entre uma a seis semanas e não existe vacina nem tratamento específico contra o hantavírus, que pode provocar uma síndrome respiratória aguda.

A taxa de letalidade - percentagem de pessoas doentes que morrem após contrair a infeção - deste surto é, nesta fase, de 27%, segundo a OMS.

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