Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
8

Catalunha à beira da declaração de independência

Carles Puigdemont pediu para ser ouvido no parlamento catalão na terça-feira.
José Carlos Marques 7 de Outubro de 2017 às 01:30
Carles Puigdemont vai ao parlamento catalão na terça-feira, depois de o Tribunal Constitucional ter proibido a sessão marcada para o dia anterior
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont, presidente do governo da Catalunha
Carles Puigdemont vai ao parlamento catalão na terça-feira, depois de o Tribunal Constitucional ter proibido a sessão marcada para o dia anterior
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont, presidente do governo da Catalunha
Carles Puigdemont vai ao parlamento catalão na terça-feira, depois de o Tribunal Constitucional ter proibido a sessão marcada para o dia anterior
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont
Carles Puigdemont, presidente do governo da Catalunha
Um dia depois de o Tribunal Constitucional de Espanha ter suspendido a sessão prevista para o Parlamento da Catalunha na segunda-feira, Carles Puigdemont respondeu com uma solução habilidosa. O líder do executivo regional pediu para ser ouvido pelos deputados na terça-feira, justificando que vai prestar "informações sobre a situação política". Mas o que todos esperam é que Puigdemont aproveite a ocasião para declarar unilateralmente a independência da Catalunha.

Se o fizer, o líder do executivo estará a cumprir a lei do referendo - considerada ilegal pelo Tribunal Constitucional - que prevê a declaração da independência 48 horas depois de publicados os resultados. O que aconteceu precisamente ontem, com os dados finais a apontar que o ‘sim’ recolheu 90,18% dos votos, num referendo em que, diz a Generalitat, participaram 43% dos eleitores.

Ainda assim, o momento que se vive na Catalunha é ainda de incerteza. No campo dos próprios independentistas surgem vozes dissonantes. Desde logo a de Artur Mas, antigo presidente do governo regional, que promoveu uma primeira consulta à independência em 2015.

Mas veio ontem dizer, numa entrevista ao ‘Finantial Times’, que "a Catalunha não está preparada para a independência real". Apesar de dizer que o referendo deu à Catalunha o direito de pedir a separação do estado espanhol, falta ainda garantir a capacidade de exercer funções essenciais como o controlo territorial, a recolha de impostos ou a criação de um sistema judicial próprio.

Entretanto, Madrid não desarma na oposição aos anseios independentistas. O contingente de agentes da Polícia Nacional vai permanecer na Catalunha pelo menos até ao dia 18. No plano externo, Mariano Rajoy recusou a oferta da Suíça para mediar negociações com o governo regional catalão.

PORMENORES 
Debandada de empresas
Depois do banco Sabadell, mais dois gigantes financeiros retiraram sedes sociais de Barcelona. A Caixa Bank (dona do BPI) vai para Valência e a Gas Natural para Madrid.

Avisos do FMI
O Fundo Monetário Internacional avisa que a crise catalã "pode pesar sobre decisões de investimento" em Espanha.

Chefe da Polícia ouvido
O chefe da Polícia da Catalunha foi ouvido na Audiência Nacional. Josep Trapero é acusado de não assistir agentes da Guardia Civil cercados por multidão.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)