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Cazaquistão e Rússia estudam construção de gasoduto até à China

Declarações foram feitas no âmbito da visita do Presidente russo, Vladimir Putin, ao país da Ásia Central.

28 de maio de 2026 às 08:10

Cazaquistão e Rússia estão a estudar a possibilidade de construir um gasoduto até à China através do território cazaque, como alternativa ao projeto estagnado do gasoduto via Mongólia, afirmou esta quinta-feira o ministro da Energia do Cazaquistão, Yerlán Akkedzénov.

As declarações foram feitas no âmbito da visita do Presidente russo, Vladimir Putin, ao país da Ásia Central.

"Começámos a negociar o chamado 'Força da Sibéria 2' (...), que transportaria até 35 mil milhões de metros cúbicos de gás para a China através do Cazaquistão", disse Akkedzénov à imprensa local, após a chegada de Putin a Astana.

O ministro indicou que o Cazaquistão está interessado em que "o trânsito passe pelo território". 

"Estamos dispostos a oferecer todas as condições e garantias, além de um consumo adicional em território cazaque", afirmou. 

Segundo Akkedzénov, o projeto é importante para o Cazaquistão porque permitiria "fornecer gás às regiões norte e leste do país". 

Embora as autoridades russas tenham afirmado em várias ocasiões existir entendimento sobre o projeto 'Força da Sibéria 2', um gasoduto de 2.600 quilómetros destinado a transportar gás russo para a China através da Mongólia, ainda não foi alcançado um acordo concreto, o que poderá levar Moscovo a procurar alternativas. 

Além deste projeto, Cazaquistão e Rússia estudam também aumentar o trânsito de petróleo russo para a China, acordo que poderá ser assinado durante a atual visita de Putin, acrescentou o ministro da Energia. 

"Está a ser discutido. O acordo correspondente está praticamente pronto para assinatura. Tentaremos concretizá-lo nesta ocasião. Trata-se de um aumento de 2,5 milhões de toneladas", disse. 

O governante acrescentou que ainda são necessários "cálculos adicionais", bem como a construção de novas estações de bombagem e a ampliação do oleoduto. 

"Assim que assinarmos os documentos, avançaremos com o projeto", afirmou. 

Em setembro passado, a gigante russa do gás Gazprom assinou com a parte chinesa um memorando juridicamente vinculativo sobre a construção do gasoduto 'Força da Sibéria 2', com capacidade para transportar 50 mil milhões de metros cúbicos de gás por ano, o que o tornaria o maior do mundo no seu género. 

A Rússia, que reforçou as exportações para a Ásia após a suspensão das importações europeias devido à guerra na Ucrânia, forneceu à China 101 milhões de toneladas de petróleo e 49 mil milhões de metros cúbicos de gás no ano passado. 

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