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China espera mais bebés e não quer amantes dependentes da IA

Medidas para incentivar relações interpessoais já entraram em vigor.

22 de julho de 2026 às 01:30

Com o objetivo de reduzir as dependências emocionais de homens e mulheres em relação à Inteligência Artificial (IA), promover as relações interpessoais, a intimidade entre casais e assim promover a natalidade, a China já colocou em pratica uma série de medidas para impedir a proliferação de parceiros românticos virtuais. O país, recorde-se, está a viver um contexto de baixa natalidade que já é o maior da sua história e que em 2025 registou mesmo um mínimo histórico (isto depois de quatro anos consecutivos em queda). O mesmo é dizer que a Administração do Ciberespaço da China quer impedir que as ferramentas de Inteligência Artificial deixem de “servir excessivamente os utilizadores, induzir dependência emocional ou vício e prejudicar as relações interpessoais reais dos utilizadores”, noticia o The Wall Street Journal

As medidas, que começaram a ser implementadas na semana passada, têm também uma intenção a longo prazo, visando as gerações mais novas e as futuras. Passam por proibir relações virtuais com utilizadores menores de idade, exigindo que as grandes empresas tecnológicas chinesas deixem de tornar possível criar parceiros românticos de Inteligência Artificial com capacidade para expressarem emoções humanas. Mas as medidas podem ir ainda mais longe e aplicar-se também a bots de conversação de Inteligência Artificial mais tradicionais, no sentido de regular como estas ferramentas respondem às interações com humanos.

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