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China está a recrutar espiões... através das redes sociais

Terão sido milhares os funcionários governamentais a receber convites através da plataforma LinkedIn.
Correio da Manhã 28 de Agosto de 2019 às 11:22
LinkedIn
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Os alvos estão definidos. São funcionários ou ex-funcionários dos principais governos e estão a ser contactados através do LinkedIn, uma rede social de negócios onde existe uma plataforma de recrutamento, para se tornarem espiões a mando da China.

Terão sido milhares os funcionários governamentais a receber convites através das redes sociais para servir o governo Chinês como espiões. Membros governamentais de Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França foram principais alvos.

Segundo o jornal The New York Times, um antigo oficial da administração de Barack Obama recebeu mensagens de 'alguém', através da plataforma LinkedIn, a oferecer uma viagem até à China e "oportunidades bem pagas".

As restantes redes sociais, Facebook, Youtube e Twitter, também estão atentas ao 'fenómeno'.

Uma porta-voz do LinkedIn já respondeu à polémica e diz que a empresa está a eliminar todo o tipo de contas falsas e que existe uma equipa dedicada para tratar este tipo de casos.

Porquê a escolha do LinkedIn?
Na China, a maior parte das redes sociais estão bloqueadas. O LinkedIn é uma das poucas que não está proibida no país.

Aceitar a proposta é crime?
Nos Estados Unidos, um antigo funcionário da Defense Intelligence Agency (DIA) e da Central Intelligente Agency (CIA) foi condenado a 20 anos de prisão por aceitar ser espião a favor da China. Tinha sido recrutado através do LinkedIn.
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