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Chumbada moção de Boris Johnson para eleições antecipadas no Reino Unido

Deputados britânicos rejeitaram a moção do primeiro-ministro, Boris Johnson, no sentido de convocar eleições para 15 de outubro.
Jornal de Negócios 4 de Setembro de 2019 às 21:42
Boris Johnson
Boris Johnson

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, apresentou uma moção para poder marcar eleições gerais antecipadas para 15 de outubro. Os deputados da Câmara dos Comuns rejeitaram essa possibilidade, com a maioria a não querer eleições antes de 31 de outubro.

Um total de 298 deputados disse "sim" às eleições gerais antecipadas (56 pelo "não"), mas era necessária uma maioria de dois terços (434 votos) para a moção passar.

E 31 de outubro é a data em que o Reino Unido deverá sair da União Europeia se houver um acordo relativamente a importantes temas que ainda dividem os dois lados. Mas, caso não se obtenha esse acordo até 19 de outubro (dia a seguir à cimeira europeia), não haverá saída a 31 de outubro e será pedido à UE um novo prolongamento.

Foi precisamente isso que foi hoje aprovado na Câmara dos Comuns: um projeto de lei que impede este divórcio desordenado. Essa proposta legislativa seguirá ainda para a Câmara dos Lordes, que começarão amanhã a debatê-la, tendo de haver uma decisão até segunda-feira, dia em que a rainha Isabel II deverá aprovar esta chamada Lei Benn.


Após a aprovação de hoje na câmara alta do parlamento, Boris Johnson reagiu de imediato, dizendo que a aprovação desta legislação significa que as negociações acabaram, já que aprova o prolongamento do Brexit pelo menos até ao próximo ano e talvez durante mais anos.

Este será, recorde-se, o terceiro adiamento da saída dos britânicos do bloco europeu.

O líder dos Conservadores disse também que vai a Bruxelas tentar que haja um acordo com a União Europeia (o que possibilitará a saída a 31 de outubro, como está previsto), mas também sublinhou que será necessário marcar eleições antecipadas, uma vez que o parlamento britânico veta as decisões do governo. "Esta câmara alta não me deixou outra hipótese senão deixar que o povo decida quem governa", adiantou.

A legislação hoje aprovada prevê o adiamento para 31 de janeiro (isto é, mais três meses face ao prazo atual).

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