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'Luz verde' ao novo pacote aconteceu na reunião desta manhã dos ministros europeus dos Negócios Estrangeiros da UE.
A comissária europeia para os Serviços Financeiros, Maria Luís Albuquerque, saudou esta segunda-feira o novo e "forte pacote de sanções" da União Europeia (UE) à Rússia pela guerra da Ucrânia, que impactam o financiamento do regime russo.
"Com este forte pacote de sanções, a Europa está a responder com unidade e determinação para demonstrar o nosso empenho inabalável em apoiar a Ucrânia e o seu povo", apontou a responsável europeia pelas pastas dos Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos.
Citada numa nota da Comissão Europeia saudando a adoção pelo Conselho da UE do 16.º pacote de sanções contra a Rússia, quando se assinalam três anos da invasão russa da Ucrânia, Maria Luís Albuquerque sublinhou que "para pôr termo à agressão russa e apoiar o objetivo comum com a Ucrânia de alcançar uma paz justa e duradoura, a Rússia tem de continuar a pagar um preço elevado pelas suas ações".
"É também essencial que continuemos a forjar medidas eficazes para impedir a evasão (às sanções) pela Rússia e os seus cúmplices. Continuaremos a tomar medidas decisivas para assegurar a plena aplicação das sanções existentes e, se necessário, aplicar novas sanções", adiantou a comissária europeia portuguesa.
A 'luz verde' ao novo pacote de sanções aconteceu na reunião desta manhã dos ministros europeus dos Negócios Estrangeiros da UE, na sua reunião em Bruxelas, na qual participa o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, após um primeiro aval político na semana passada.
Em concreto, a UE passou a incluir nas suas sanções mais 48 pessoas e 35 entidades.
Além disso, depois de o último pacote ter passado a incluir navios da 'frota fantasma', com os quais o regime russo tentava contornar as restrições ocidentais ao comércio de petróleo, este novo pacote reforça o combate à evasão ao embargo aplicado à Rússia, atingindo 74 novas embarcações, num total agora de 153.
Surgem ainda novas restrições em outros setores, como comerciais e financeiras.
Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, a UE tem avançado com sanções contra a Rússia, nomeadamente económicas ou diplomáticas, visando 2.400 pessoas e entidades, entre os quais o Presidente russo, Vladimir Putin e o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Sergey Lavrov.
A UE avançou também para o congelamento de bens, num total de 24,9 mil milhões de euros de bens privados congelados no espaço comunitário e de 210 mil milhões de euros de bens do Banco Central da Rússia.
Ao nível comercial, as medidas restritivas europeias visam 48 mil milhões de euros em exportações proibidas para a Rússia e 91,2 mil milhões de euros em importações proibidas provenientes da Rússia.
Esta segunda-feira, a Ucrânia assinala o terceiro aniversário do início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022, que desencadeou uma guerra com um balanço de perdas humanas e materiais de dimensão ainda não inteiramente apurada.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e militar dos aliados ocidentais.
Estima-se que a UE já tenha prestado à Ucrânia assistência económica, humanitária, financeira e militar num total de 135 mil milhões de euros, sendo 48,7 mil milhões de euros em ajudas militares.
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