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Consultor de Trump admite contactos com envolvido na pirataria online russa

Roger Stone confessou que falou responsável por ciberataque ao email do Comité Nacional Democrata.

11 de março de 2017 às 18:32

Um consultor político e antigo conselheiro de campanha do Presidente Trump admitiu este sábado que no ano passado comunicou com um indivíduo envolvido na pirataria informática contra os Democratas, mas ressalvou que não passaram de conversas "inócuas".

Roger Stone disse hoje ao jornal Washington Times que manteve contactos com uma pessoa envolvida no ciber ataque ao correio eletrónico do Comité Nacional Democrata (órgão de campanha dos Democratas para as eleições presidenciais, que teve como candidata Hillary Clinton). No entanto, sublinhou que as conversas foram "completamente inócuas".

Em entrevista ao Washington Times, Stone disse que a troca de mensagens na rede social Twitter com o utilizador 'Guccifer 2.0' foi tão "superficial, breve e banal" que até se esqueceu disso.

No verão passado, vários correios eletrónicos roubados aos Democratas foram divulgados na Internet por uma entidade conhecida precisamente como 'Guccifer 2.0'. Os responsáveis norte-americanos acreditam que o indivíduo por detrás do nome de utilizador 'Guccifer 2.0' tem ligações à Rússia.

Várias mensagens eletrónicas roubadas ao secretário-geral da campanha presidencial de Hillary Clinton foram depois divulgadas pelo portal especializado em fugas de informação Wikileaks.

O governo norte-americano concluiu mais tarde que as autoridades russas orquestraram o ciber ataque contra os Democratas para tentar influenciar o resultado das eleições presidenciais.

A Casa Branca instruiu os assessores do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a preservar os materiais que possam estar ligados à alegada interferência russa nas eleições de 2016 e assuntos relacionados.

O Presidente Donald Trump negou ter qualquer conhecimento de que os seus assessores tenham estado em contacto com agentes dos serviços secretos russos durante a eleição.

No início do ano, o FBI interrogou o general Michael Flynn, então assessor de segurança nacional de Donald Trump, sobre os seus contactos com o embaixador da Rússia nos Estados Unidos, após as eleições.

Michael Flynn demitiu-se do cargo depois de ter revelado que enganou o vice-Presidente Mike Pence e outros funcionários da Casa Branca sobre a natureza dos seus contactos com o diplomata russo.

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