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Convence irmãos menores a fazerem sexo oral um ao outro

Adolescente fingia ser uma rapariga nas redes sociais e pedia às vítimas para filmarem atos sexuais.

24 de novembro de 2017 às 18:37

Um jovem de 18 anos foi condenado a seis anos de prisão depois de ter convencido vários rapazes menores a praticarem atos sexuais para si, através das redes sociais. Harry Johnson fazia-se passar por uma rapariga e trocava mensagens e imagens explícitas com meninos com idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos.

O adolescente abordava os menores nas redes sociais e fazia-se passar por Melissa, Amie ou Becca, nomes fictícios usados nas contas falsas que tinha em várias redes sociais. Depois enviava fotos de raparigas nuas aos menores e dizia que eram suas. Depois pedia aos rapazes para filmarem e fotografarem atos sexuais, pedindo as fotografias e os vídeos em seguida.

Harry Johnson foi julgado por ter atacado pelo menos sete crianças online. Num dos casos mais chocantes, o jovem inglês convenceu dois irmãos menores a fazerem sexo oral um ao outro, enquanto o predador sexual via a transmissão em direto.

"Fiquei doente quando descobri. A inocência dos meus meninos foi roubada. Os efeitos que isto teve na nossa família foram devastadores. Não desejo uma coisa assim para ninguém", contou em tribunal a mãe dos dois rapazes enganados por Harry, adiantando que os dois irmãos estão a ser acompanhados por um psicólogo desde o incidente.

Noutro caso, Harry pediu a uma menor para se masturbar, antes de lhe enviar imagens explícitas. No decorrer da relação online, acabou por pedir ao menino para se filmar a fazer sexo com o cão da família.

Quando os menores diziam que iam à polícia denunciar o caso, Harry ameaçava que enviava as fotos e vídeos comprometedores aos amigos das vítimas.

O caso só foi denunciado quando um pai detetou conteúdos explícitos e pornografia infantil no iPad do filho.

A investigação apurou que Harry Johnson tinha mais de 3200 imagens e vídeos de pornografia infantil no computador. O jovem deu-se como culpado dos 22 crimes de que estava acusado, cometidos entre janeiro e julho do ano passado.

O advogado de defesa argumentou que Harry tinha sido alvo de abusos sexuais durante a infância e adolescência. "Ele era um jovem normal, amigável e simpático, mas mudou quando foi vítima de abusos sexuais", revelou em tribunal o advogado Franco Tizzano.

Harry Johnson mostrou-se arrependido assim que foi detido. Em tribunal quis ler um pedido de desculpas. "Lamento muito tudo o que fiz às pessoas que magoei. Foi egoísta e não pensei nas minhas ações. E sei que que nada apaga o que eu fiz", concluiu.

Para além dos seis anos de prisão efetiva a que foi condenado, o jovem ficará permanentemente na lista de agressores sexuais.

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