Quarenta crianças foram resgatadas com vida dos escombros de uma escola em Balakot, uma das cidades paquistanesas mais atingidas pelo violento sismo do passado sábado, que causou mais de 33 mil mortos e cerca de 50 mil feridos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades paquistanesas.
Equipas de socorro francesas conseguiram salvar 40 crianças presas sob os escombros do edifício, de onde foram também recuperados os cadáveres de 60 outros jovens, noticiou uma cadeia de televisão paquistanesa.
Entretanto, a ajuda está a chegar a conta-gotas às cidades mais remotas do norte do Paquistão, o que tem provocado protestos das populações e dado origem a pilhagens, sobretudo de roupas e cobertores para enfrentar as temperaturas baixas que se fazem sentir na região.
Além do número elevado de vítimas, com tendência a aumentar à medida que as equipas de socorro vão conseguindo chegar às zonas mais afectadas e verificar a realidade da situação, o tremor de terra do passado sábado, que atingiu 7,6 graus na escala aberta de Richter, terá deixado quatro milhões de pessoas desalojadas.
UM MILHAR DE HOSPITAIS DESTRUÍDOS
À medida que se vai avaliando a real dimensão da tragédia, esta terça-feira as Nações Unidas advertiram que cerca de um milhar de hospitais foram destruídos pelo sismo, o que está a dificultar imenso assistência às dezenas de milhares de feridos, vítimas da catástrofe.
O governo de Islamabad já reforçou os pedidos de ajuda à comunidade internacional, reivindicando hospitais de campanha, medicamentos e instrumentos cirúrgicos para o auxílio às vítimas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre os feridos graves, resultantes da destruição das infra-estruturas, contam-se, sobretudo, médicos e enfermeiras.
NOVO BALANÇO OFICIAL
Pelo menos 33 mil pessoas morreram e 50 mil ficaram feridas na sequência do sismo do último sábado no Paquistão, afirmou hoje o ministro do Interior paquistanês, Aftab Ahmed Sherpao.
Até agora, o Governo paquistanês tinha adiantado que as vítimas mortais do sismo eram menos de 21 mil, enquanto outras estimativas não oficiais indicavam que o número de mortos se deveria aproximar dos 50 mil. Mais de metade dos mortos, 17.000, eram do Estado de Caxemira paquistanês, dos quais 11 mil, segundo o ministro, da cidade de Muzaffarabad, a capital daquele território, situada a alguns quilómetros a sul do epicentro do sismo.
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