Juntos Pelo Sim precisa de radicais para maioria parlamentar.
Os resultados das eleições regionais de domingo na Catalunha criaram um imbróglio político de difícil resolução para o vencedor, Artur Mas, que precisa do apoio dos independentistas radicais da CUP para formar governo, que rejeitam apoiar a sua investidura. Já se avançam cenários alternativos, incluindo novas eleições.
A coligação Juntos Pelo Sim, de Mas, foi o partido mais votado, mas ficou aquém da maioria absoluta, precisando, por isso, da CUP para formar um governo estável. Os radicais recusam, porém, apoiar um candidato de direita que impôs cortes sociais e que veem como corrupto. Rejeitam, também, declarar unilateralmente a independência porque os partidos separatistas não venceram o voto popular.
A ERC, parceira de Mas no Juntos Pelo Sim, disse ontem que "os nomes não são importantes" e que importa é avançar com o projeto independentista, o que pode ser um mau sinal para Mas. Já o Podemos sugeriu um "governo de esquerdas" com a ERC, CUP e PSC, enquanto o Cidadãos exigiu novas eleições por considerar "ingovernável" a situação.
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