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Czar Dirceu já caiu

José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil (chamado várias vezes de ‘Czar’ pelo poder que detinha no governo do presidente Lula da Silva), não resistiu às denúncias de envolvimento em casos de corrupção e demitiu-se.

18 de junho de 2005 às 00:00

Outros ministros, como o da Previdência, Romero Jucá, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que enfrentam no Supremo Tribunal Federal processos por alegadas irregularidades, devem ser os próximos na fila, adivinhando-se já uma remodelação governamental de grandes proporções. Com ela, Lula livrar-se-ia de ministros incómodos e chamaria para o executivo não apenas políticos mas personalidades de reconhecida capacidade. Segundo a Imprensa brasileira, Abílio dos Santos Diniz, dono da rede ‘Pão de Açúcar’, foi um dos sondados por assessores da presidência.

Dirceu, que tinha como projecto político suceder a Lula na presidência, volta ao cargo de deputado federal e à liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) e já avisou que, sem as limitações de ministro, vai responder pronta e firmemente a todas as denúncias.

Só para a semana que vem, após regressar de uma viagem ao Paraguai, Llula vai anunciar o sucessor do seu ‘ex-homem forte’.

Entre os mais cotados estão o actual governador do estado do Acre, Jorge Vianna, preferido de Lula, o prefeito da cidade de Aracajú, Marcelo Deda, o actual ministro da Justiça, Márcio Tomás Bastos, e o da Fazenda, António Palocci, o homem mais forte do executivo após a saída de Dirceu.

IMAGEM DE LULA 'SEM MÁCULA'

As denúncias de corrupção contra o seu partido parecem não afectar, pelo menos até agora, a popularidade do presidente. Uma sondagem feita pelo Instituto Data Folha, em 134 cidades brasileiras, mostra que 36% dos inquiridos acha a actuação de Lula “Boa ou óptima”, praticamente a mesma percentagem (35%) da sondagem realizada antes das denúncias. Os que acham a actuação de Lula “regular” caiu de 45% para 44% e o dos que responderam “má ou péssima” subiu de 18% para 19%, alterações insignificantes. Ainda segundo o mesmo estudo se a eleição presidencial do final do próximo ano fosse agora, Lula não conseguiria maioria absoluta na primeira volta, mas seria reeleito na segunda fosse qual fosse o seu adversário.

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