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Deputada brasileira acusada de matar o marido foi com ele a festa de 'swing' antes do crime

Anderson foi assassinado na garagem da própria casa por um dos 55 filhos adotivos ao chegar com Flordelis.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 26 de Agosto de 2020 às 17:04
Flordelis e o marido Anderson do Carmo
Anderson do Carmo e a deputada Flordelis
Deputada Flordelis era casada com a vítima e está entre os suspeitos
Flordelis e o marido Anderson do Carmo
Anderson do Carmo e a deputada Flordelis
Deputada Flordelis era casada com a vítima e está entre os suspeitos
Flordelis e o marido Anderson do Carmo
Anderson do Carmo e a deputada Flordelis
Deputada Flordelis era casada com a vítima e está entre os suspeitos

A deputada federal brasileira e pastora evangélica Flordelis dos Santos, incriminada esta semana pela polícia do Rio de Janeiro como suposta mandante da execução do próprio marido, o também pastor Anderson do Carmo, pode ter feito uma espécie de "despedida sexual" numa boate de troca de casais pouco antes da execução do religioso com mais de 30 tiros.

A suspeita consta num relatório da Polícia Civil (Judiciária), que investigou essa suposta farra sexual, que terá ocorrido entre a meia-noite e as três e meia da madrugada do dia 16 de junho do ano passado, data em que Anderson foi assassinado na garagem da própria casa por um dos 55 filhos adotivos ao chegar com Flordelis, que continua em liberdade devido à imunidade parlamentar.

Em depoimento à polícia em Maio, Flordelis afirmou que ela e o marido tinham saído de casa perto da meia-noite desse dia para comemorarem finalmente o Dia dos Namorados, que no Brasil é assinalado a 12 de junho. Ela disse que foram comer petiscos em Copacabana e que depois foram para um outro local no mesmo famoso bairro do Rio de Janeiro e que namoraram muito, dentro e fora do automóvel do pastor, mas que não conseguia lembrar-se nem do nome do restaurante nem de onde pararam o carro para namorar.

No entanto, registos conseguidos pela polícia revelaram que Flordelis e Anderson na verdade não foram para Copacabana, como a deputada garante, e sim para Botafogo, outro bairro na zona sul do Rio de Janeiro. Esses registos, garante a Polícia Civil, mostram que o carro deles ficou parado próximo a uma casa onde casais vão para fazerem sexo com parceiros trocados.

Os responsáveis pela boate de troca de casais afirmaram não conhecer a deputada e o marido, mas a polícia avalia que nem era esperado que dissessem outra coisa, pois quem trabalha numa casa desse tipo não costuma dar detalhes sobre os clientes. Mas testemunhas ouvidas pelos agentes e que estão a ser mantidas em anonimato, confirmaram que o casal de pastores costumava frequentar a boate.

Para a polícia, o súbito esquecimento de Flordelis do local onde, como ela mesmo disse, "namorou" com o marido dentro e fora do carro é natural, pois a deputada, uma pastora evangélica, não teria como assumir que ela e Anderson, também pastor, frequentavam uma casa onde se pratica a troca de casais.

Além de dois filhos adotivos do casal presos desde a época do crime como autores materiais do assassínio, esta semana foram presas mais nove pessoas suspeitas de envolvimento na execução de Anderson do Carmo, entre elas seis filhos e uma neta do casal, que, assevera a polícia do Rio de Janeiro, disputava poder e dinheiro entre si.
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