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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Descarrilamento pára circulação em linha moçambicana

O descarrilamento provocado de um comboio de carga da Rio Tinto levou à suspensão de circulação de comboios desta mineira anglo-australiana e de composições de passageiros da Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), anunciou o governador de Tete. 

25 de junho de 2013 às 14:20

Ratxifde Gogo disse que, na segunda-feira, no posto administrativo de Dôa, no distrito de Moatize, indivíduos desconhecidos retiraram a agulha que faz o desvio da linha férrea, o que originou o descarrilamento de um comboio da empresa Rio Tinto.

"Perante as ameaças, naturalmente, o comboio de passageiros devia parar, que é para podermos reduzir a perda de vidas humanas", disse Ratxide Gogo, governador da província de Tete, centro de Moçambique.

Ratxide Gogo adiantou que se trata de uma medida de segurança, devido á tensão que se vive na vizinha província de Sofala.

Esta paralisação afeta a linha do Sena, que serve para fazer chegar ao porto oceânico da Beira, em Sofala, o carvão extraído de Moatize, em Tete.

Para além da mineira anglo-australiana Rio Tinto, também a brasileira Vale usa a linha do Sena para escoar o carvão da mina que explora em Moatize, mas, segundo o governador, os seus comboios continuam a circular.

Ratxide Gogo disse ainda que o retorno à circulação daquelas locomotivas dependerá da segurança que a linha de Sena poderá oferecer nos próximos tempos.

Desde sexta-feira que homens armados têm atacado viaturas na principal estrada do país, num troço em Sofala, depois de a Renamo ter ameaçado paralisar a circulação rodoviária e ferroviária naquela região.

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