Senado vota quarta-feira o pedido de destituição.
A poucos dias da decisiva votação no Senado que poderá afastá-la da Presidência, a presidente brasileira Dilma Rousseff voltou sábado a recorrer à tática do medo, acusando o vice-presidente e virtual sucessor, Michel Temer, de pretender acabar com os programas sociais quando assumir o poder.
"O programa Bolsa Família, que abrange cerca de 47 milhões de pessoas, representa um dos menores gastos do país. Mas eles (Temer e a oposição) querem fazer economia à custa dos mais pobres", acusou Dilma, cuja assessoria enviou aos media um suposto estudo baseado num alegado programa de governo de Temer, segundo o qual 36 milhões de pessoas poderiam ser retiradas do Bolsa Família, o que o vice-presidente nega.
A estratégia de Dilma de assustar a população mais pobre para ganhar apoio e pressionar senadores ainda indecisos a impedirem o seu afastamento na votação de quarta-feira no Senado, repete o que foi feito, na altura com sucesso, nas presidenciais de 2014. Carros de som circularam pelas cidades do nordeste, onde está a maioria dos beneficiados com os programas sociais, alertando que, se Dilma não fosse reeleita, eles perderiam esses benefícios.
Sexta-feira, em Pernambuco, Dilma afirmou que, se for afastada, não irá "para debaixo do tapete" e lutará com todas as forças para reassumir a presidência nos 180 dias previstos na lei para se defender no julgamento do Senado.
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