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Dois milhões de desalojados no Paquistão

O Paquistão presta hoje homenagem às 73 mil vítimas mortais do terramoto devastador que há um ano atingiu a região paquistanesa de Cachemira. Dois milhões de pessoas continuam desalojadas e a viver em refúgios ou tendas de campanha, segundo a organização não governamental Oxfam.

08 de outubro de 2006 às 11:42

A organização alerta para a inadequada distribuição da ajuda para as pessoas afectadas pelo terramoto. A corrupção na região, a dificuldade de acesso, a magnitude da catástrofe, a condições climatéricas extremas e algumas falhas na ajuda a grupos mais vulneráveis dificultaram a reconstrução, refere a Oxfam.

Quando se cumpre o primeiro ano de aniversário sobre a tragédia, as Nações Unidas afirmam que o processo de reconstrução da região deverá durar cerca de uma década, o dobro do tempo estimado pelas autoridades paquistanesas.

Hoje, nas celebrações do aniversário, o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, dirigiu durante a manhã uma cerimónia de homenagem às vítimas em Muzaffarabad, uma cidade que ficou totalmente destruída em consequência da catástrofe.

Um minuto de silêncio foi cumprido pelas 8h52 locais (3h52 GMT), momento em que há um ano se registou o sismo de 7,6 graus na escala de Richter. Durante o dia serão celebradas centenas de cerimónias religiosas em memória das vítimas.

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