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Egito despede-se do ‘faraó’ Mubarak

Ex-presidente faleceu num hospital militar do Cairo aos 91 anos.

26 de fevereiro de 2020 às 09:29

O antigo presidente egípcio Hosni Mubarak, que governou o país com mão de ferro durante três décadas até ser derrubado pela Primavera Árabe, morreu ontem, aos 91 anos, num hospital militar do Cairo, na sequência de complicações causadas por uma operação ao estômago. O Egito decretou três dias de luto e lembrou o herói militar que ajudou a restaurar o orgulho nacional após a humilhação na Guerra dos Seis Dias.

Nascido a 4 de maio de 1928 na aldeia de Kafr Mushaila, Mubarak iniciou a carreira militar em 1950, ascendendo rapidamente nas fileiras. Encarregado de reconstruir a Força Aérea destruída por Israel em 1967, teve um importante papel na Guerra do Yom Kippur, já como chefe do Estado-Maior da Força Aérea. Israel venceu, mas o Egito recuperou a Península do Sinai e Mubarak foi considerado um herói nacional. Nomeado vice-presidente por Anwar Sadat, estava ao seu lado quando o líder egípcio foi assassinado em 1981, sucedendo-lhe no cargo.

Tornou-se uma das figuras mais influentes do Médio Oriente, mas deixou alastrar a pobreza e a corrupção e acabou derrubado por uma revolta popular em 2011. Foi condenado a prisão perpétua pela morte de centenas de manifestantes, mas a sentença foi anulada, em 2017, tendo passado os últimos dias na sua luxuosa residência no Cairo, com vista para o palácio que ocupou durante três décadas.

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