Urnas queimadas, manifestações e pessoas detidas por todo o país.
Manifestantes queimaram hoje urnas de voto e bloquearam várias assembleias de voto, perturbando as eleições legislativas e locais em vários Estados do sul do México, havendo várias pessoas detidas.
De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, que cita fontes oficiais, no Estado de Chiapas 11 pessoas foram detidas e 18 mesas de voto queimadas em diversos municípios.
Segundo o delegado do Instituto Nacional de Eleições no Estado de Chiapas, os incêndios das mesas de voto aconteceram nos municípios de Huhuetán, Ocosingo, Chilón, Venustiano Carraanza e Salto de Agua.
Até agora, as urnas de voto foram todas instaladas em 10 dos 12 distritos eleitorais de Chiapas.
Por outro lado, a Procuradoria-geral de Justiça abriu uma investigação na sequência dos acontecimentos no município de Ocosingo, onde 11 pessoas foram detidas em flagrante delito quando se manifestavam "violentamente" queimando a urna de voto no parque central.
Segundo a agência de notícias France-Presse, houve também incidentes nos Estados de Oaxaca e Guerrero, apesar do governo federal ter enviado um significativo número de efetivos militares e policiais.
Entre os manifestantes estão professores, em luta contra a reforma da educação, e os pais dos 43 alunos desaparecidos no ano passado, que denunciam a conivência entre políticos e traficantes de droga.
Tixtla
Em Tixtla, no Estado de Guerrero, os pais dos jovens alegadamente assassinados por um cartel de droga, interromperam a abertura das assembleias de voto e queimaram material eleitoral em mais de metade das mesas de voto.
As autoridades locais anunciaram inicialmente o cancelamento da eleição nesta cidade de 40 mil habitantes, antes de se decidirem pela abertura das urnas e que caberia à justiça validar ou não os votos.
Apoiados por estudantes mascarados, pais e familiares dos estudantes desaparecidos entraram em confronto com moradores locais que defendiam o acesso à mesa de voto, munidos de paus e pedras, enquanto os helicópteros policiais sobrevoavam a zona.
Por seu lado, o Sindicato dos Professores exigiu o fim da reforma da educação, um projeto emblemático do presidente Peña Nieto.
Oaxaca
No Estado de Oaxaca, bastião do sindicato, alguns professores queimaram este domingo de manhã vinte urnas em várias assembleias de voto.
Na localidade de Huantla de Jimenez, os professores têm erguido barricadas com pedras e troncos de árvores para impedir o acesso às forças de segurança, segundo a polícia local.
No momento em que já decorreu metade do dia eleitoral, há registo de 424 incidentes.
Reação do presidente
No momento em que colocava o seu boletim de voto na urna, o presidente mexicano Peña Nieto reconheceu a existência de alguns "incidentes isolados", mas disse estar satisfeito por saber que a grande maioria das urnas de voto terem sido instaladas.
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