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Artigo exclusivo

Escola dá abrigo a mulheres e meninas migrantes em Ceuta

Iniciativa da sociedade civil procura oferecer um lugar seguro a quem está mais vulnerável, enquanto as autoridades registam cerca de 20 violações de migrantes, algumas delas menores.

18 de agosto de 2026 às 01:30

Os portões estão abertos para quem quer entrar, ou sair, porque aqui não se pergunta nada a quem procura refúgio. Não se questiona a origem, nem porque aqui chegou, nem os dramas que carrega. Este é um abrigo informal que recebe mulheres e raparigas migrantes que dormiam na rua, vulneráveis aos abusos sexuais que se somam à crise humanitária vivida na cidade de Ceuta, enclave espanhol em Marrocos. “Decidimos criar um espaço que fosse, pelo menos, seguro para elas. Não está muito bem equipado, sabemos que não é o melhor sítio que lhes podemos oferecer, mas aqui estão melhor do que na rua”, disse ao CM, Ahmed Enfed-Dal, um dos moradores do problemático bairro do Príncipe, responsável por esta iniciativa da sociedade civil.

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