Objetivo é "fechar o défice habitacional" e responder à dificuldade de acesso a casa, construindo habitação pública.
Espanha prevê mobilizar 13.000 milhões de euros públicos e privados para a construção de 15 mil casas por ano, através de um programa nacional de investimentos que sucederá aos fundos europeus Next Generation, anunciou esta segunda-feira o Governo.
Segundo o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, o objetivo é "fechar o défice habitacional" e responder à dificuldade de acesso a casa, construindo habitação pública.
"Esse é o nosso compromisso, o maior volume de financiamento público e privado em condições vantajosas da nossa história para combater o que hoje é uma crise habitacional", afirmou, num evento em Madrid para apresentar o fundo soberano "Espanha Cresce", um novo programa de investimentos nacionais.
O "Espanha Cresce" pretende dar continuidade, a nível nacional, ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) espanhol, financiado pelos fundos europeus Next Generation, desbloqueados na sequência da covid-19, para dar resposta aos impactos da pandemia na economia e relançar a competitividade da Europa.
O fundo "Espanha Cresce" incluirá 10.500 milhões de euros de fundos europeus Next Generation (cujas transferências para os estados-membros terminam em agosto deste ano), mas o Governo espanhol pretende mobilizar para o novo programa de investimentos um total de 120.000 milhões de euros, disse Sánchez.
Desses 10.500 milhões de euros oriundos dos fundos europeus, cerca de 2.000 milhões serão destinados à habitação, segundo o governo, que pretende somar mais 12.000 milhões a este valor através de diversos mecanismos de financiamento e mobilização de verbas.
"O fundo estenderá uma passadeira vermelha ao investidor privado, mas não para especular com um direito constitucional [à habitação], mas para construir um lar para a maioria daqueles cidadãos e cidadãs que hoje têm dificuldade, se não mesmo uma impossibilidade, de aceder a uma casa", afirmou o primeiro-ministro.
Para Sánchez, a falta de financiamento não pode ser um obstáculo "à política de habitação" e à possibilidade de os jovens espanhóis terem "horizonte e esperança" num projeto de vida.
O líder do governo espanhol defendeu o êxito dos fundos Next Generation, que permitiram lançar uma transformação e modernização da economia europeia e espanhola, com vista a uma maior produtividade e transição "verde e tecnológica", sem esquecer "o pilar social", e defendeu que o processo deve continuar, para justificar o lançamento do programa "Espanha Cresce".
A par do investimento em habitação, o "Espanha Cresce" pretende mobilizar fundos para setores e âmbitos como o da energia, digitalização, inteligência artificial, reindustrialização, água e saneamento ou economia circular.
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