page view

Estado de emergência na Tailândia

O primeiro-ministro tailandês, Samak Sundaravej, declarou esta terça-feira o estado de emergência em Banquecoque, argumentando que é a única solução para repor a ordem na capital e pôr fim aos confrontos entre manifestantes pró e contra o Governo.

02 de setembro de 2008 às 10:14

Horas mais tarde, Sundaravej afirmou que os cerca de 15 mil manifestantes que cercam há uma semana a sede do governo vão ter de dispersar, sob risco de estarem a violar o estado de emergência. “Eles devem abandonar a Casa do Governo", declarou o primeiro-ministro em conferência de imprensa transmitida em directo na TV.

"Nenhuma pessoa tem o direito de fazer o que eles fizeram", acrescentou Sundaravej, considerando não ter tido outra hipótese senão a de declarar o estado de  emergência para pôr ordem numa questão que já dura há vários dias. Assim sendo, ficam proibidas as concentrações de mais de cinco pessoas.

Entretanto, o primeiro-ministro tailandês nomeou o chefe de Estado-Maior do Exército, general Anupong Paojinda, para chefiar uma equipa encarregada de fazer cumprir o estado de emergência. Esta terça-feira, milhares de manifestantes pró e contra o governo confrontaram-se violentamente em Banguecoque.

Em resultado destes confrontos, registaram-se um morto e vários feridos, tendo-se verificado disparos, o que obrigou a Polícia a intervir apoiada pelo Exército. Antes de ser decretado o estado de emergência, os funcionários públicos ameaçaram interromper os voos da companhia aérea tailandesa e cortar a água, electricidade e telefones dos ministérios, em solidariedade para com os manifestantes que ocupam o palácio do governo há uma semana.  

A Aliança do Povo para a Democracia iniciou uma série de protestos contra o governo tailandês em Maio, liderada por Sondhi Limthongkul, proprietário  de vários jornais diários, e pelo ex-general e antigo governador de Banguecoque Chamlong Srimuang.

Os manifestantes da oposição acusam o governo de corrupção e de ser uma réplica do Executivo encabeçado por Thaksin Shinawatra, deposto em Setembro de 2006, na sequência de um golpe de Estado perpetrado pelos militares.

Também hoje, a Comissão Eleitoral da Tailândia recomendou ao Tribunal Constitucional a dissolução do Partido do Poder do Povo, liderado pelo primeiro-ministro, Samak Sundaravej, por considerar que esta força política esteve implicada na compra de votos durante as eleições legislativas realizadas em Dezembro de 2007.          

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8