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Correio da Manhã

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Estado Islâmico executa sete dos seus membros no Iraque

Executados por desobediência.
17 de Janeiro de 2015 às 17:18
"Vamos continuar a perseguir terroristas e a desmantelar as suas redes", disse Obama
'Vamos continuar a perseguir terroristas e a desmantelar as suas redes', disse Obama FOTO: Stringer/Reuters

O grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) executou este sábado, no Iraque, sete dos seus elementos, incluindo um dos cabecilhas, Abu Saad al Yaburi, por desobediência aos líderes da formação, revelou a agência Efe.

Al Yaburi e quatro dos seus colegas foram degolados e os seus corpos colocados em palmeiras na zona de Sinsil, em Al Mahdadiya, 120 quilómetros a noroeste de Bagdade, na sequência da acusação de uma tentativa de golpe contra a chefia do grupo naquela zona. Também em Al Mahdadiya, na aldeia de Shaqraq, foram executados dois integrantes do EI por desobediência, neste caso por terem retirado as suas famílias da região.

Quanto ao responsável financeiro local do grupo, Rashid al Mutlak, e três dos seus acompanhantes, morreram esta madrugada quando um dos aviões da coligação internacional bombardeou o veículo em que viajavam, perto da aldeia de Al Imam, ao sul de Mosul. Entretanto, o Ministério da Defesa iraquiano anunciou este sábado que as suas tropas recuperaram várias localidades na província de Al Anbar, no oeste do país, que estavam controladas pelo EI.

De acordo com a tutela, a ofensiva na região envolveu tropas terrestres, apoiadas pela aviação militar e por combatentes voluntários e de tribos, e as operações prosseguem com vista a 'libertar' as populações de Al Buhian, Al Us e arredores. O Ministério da Defesa afirmou ainda, em comunicado, que o exército causou pesadas baixas nas fileiras dos extremistas, mas não especificou um número de vítimas nem informou se morreu algum efetivo das tropas governamentais.

A província de Al Anbar, na fronteira com a Síria, é, há mais de um ano, feudo do Estado Islâmico, que controla grande parte do território, tendo-se o grupo expandido, entretanto, para a metade norte do país e proclamado um califado no Iraque e na Síria. Segundo o governo iraquiano, mais de 15.000 pessoas foram mortas e 22.000 ficaram feridas na sequência de ataques terroristas e de outros tipos de violência no país só em 2014.

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