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Trump anuncia tréguas para suspender paralisação do governo por três semanas

Presidente norte-americano concordou em reabrir o governo federal enquanto prosseguem as negociações sobre o muro com o México.

25 de janeiro de 2019 às 19:25

O presidente norte-americano anunciou esta sexta-feira um período de tréguas para reabrir o governo federal, durante três semanas, enquanto prosseguem as negociações sobre como garantir a segurança da fronteira dos EUA com o México. 

Trump discursou na Casa Branca, explicando que faz esta concessão para permitir que os salários de cerca de 800 mil trabalhadores federais sejam pagos, que os museus reabram e que muitos outros serviços "em modo pausa" possam funcionar de novo. A medida vigorará, pelo menos, até 15 de fevereiro.

A medida possibilita a reabertura dos serviços federais durante três semanas, enquanto democratas e republicanos tentam negociar um acordo que agrade a ambos os lados no que diz respeito à segurança da fronteira dos EUA com o México.

Os senadores norte-americanos votaram esta quinta-feira duas propostas de financiamento federal na expectativa de uma aprovação - para se pôr assim um ponto final no "shutdown" do governo -, mas nenhuma passou.

Uma das propostas incluía a atribuição de um pacote de 5,7 mil milhões de dólares para o muro que o presidente quer construir ao longo da fronteira com o México (e era defendida pelos republicanos).

A outra simplesmente prolongava o financiamento, até 8 de fevereiro, das agências governamentais que estão fechadas por falta de dinheiro (e era apoiada pelos democratas).

Mesmo que o Senado aprovasse uma das propostas e a Câmara dos Representantes (que recuperou a maioria democrata nas eleições intercalares de novembro passado e que tomou posse a 3 de janeiro deste ano) acabasse por fazer o mesmo, o problema é que Trump continua decidido a usar o seu poder de veto sobre qualquer lei de financiamento federalaprovada no Congresso que não contemple o dinheiro que pretende para o muro com o México.

Uma possibilidade que surgiu ontem entre os democratas foi a de dar a Trump a maior parte – ou mesmo a totalidade – do dinheiro que o presidente quer, mas que não pudesse ser usado na construção do muro. Ou seja, que contribuísse para reforçar a segurança na fronteira com o México, mas de outra forma: com a aposta em ferramentas tecnológicas, como drones e sensores, bem como com o destacamento de mais agentes da patrulha fronteiriça. Mas o chefe da Casa Branca continuou a dizer que quer esses fundos para construir o muro e uma vez mais ficou-se num impasse.

Os serviços públicos federais dos Estados Unidos estão parcialmente paralisados desde 22 de dezembro – ou seja, hoje cumpre-se o 35.º dia de "shutdown", o mais longo de sempre no país.

(notícia atualizada às 18:57)

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