page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Estudante de 19 anos incendeia sem-abrigo no metro de Nova Iorque e é condenado a cinco anos de prisão

Jovem pegou fogo a sem-abrigo enquanto estava sob efeito de álcool e droga. Advogada pediu clemência ao tribunal devido ao passado difícil do arguido.

24 de junho de 2026 às 14:51

Um estudante finalista do ensino secundário foi condenado a cinco anos e meio de prisão por ter ateado fogo a um sem-abrigo que dormia numa carruagem do metro de Nova Iorque, nos Estados Unidos, num ataque que provocou ao homem queimaduras graves e cicatrizes permanentes.

O incidente ocorreu na madrugada de 1 de dezembro de 2025 e integrou uma série de ataques registados nos EUA em que vítimas foram incendiadas em transportes públicos, de acordo com a CNN Internacional

A sentença foi proferida na terça-feira, no tribunal federal de Manhattan. O arguido, Hiram Carrero, de 19 anos, declarou-se culpado em março da acusação de incêndio criminoso, levando o magistrado a aplicar uma pena superior ao mínimo obrigatório previsto na lei.

Hiram Carrero ateou fogo intencionalmente a um pedaço de papel, que acabou por atingir um homem sem-abrigo que se encontrava a dormir na carruagem. Durante a audiência em que admitiu a culpa, o jovem reconheceu ter provocado o incêndio de forma deliberada. 

Na documentação apresentada ao tribunal, a acusação afirmou que o arguido tentou matar "um homem sem-abrigo adormecido, queimando-o vivo e deixando-o preso numa carruagem de metro em movimento". Os procuradores sublinharam ainda que a vítima sobreviveu apenas graças à rápida intervenção dos serviços de emergência, que conseguiram prestar assistência pouco depois de o comboio percorrer o curto trajeto entre a estação de Penn Station e Times Square.

Segundo a acusação, o crime não foi considerado homicídio "por mero acaso". Os procuradores mostraram-se igualmente críticos da explicação apresentada por Hiram Carrero, que alegou ter consumido álcool e fumado droga no dia dos factos.

A defesa solicitou clemência, destacando o passado difícil do arguido. A advogada Jennifer Brown referiu que Carrero nasceu prematuramente, com vestígios de drogas no organismo, e foi abandonado pelos pais biológicos no hospital logo após o nascimento. Acrescentou ainda que o jovem apresentava dificuldades intelectuais e que a sua situação se agravou durante a pandemia de Covid-19, quando deixou de poder frequentar a escola presencialmente.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8