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EUA voltam a atacar embarcação no Pacífico por suspeitas de narcotráfico. Três homens morreram

Administração de Donald Trump declarou que os EUA se encontram em conflito armado com os cartéis de droga latino-americanos, alegando que este estão por trás do fluxo de droga que segue para as comunidades norte-americanas.

30 de maio de 2026 às 10:12

As forças armadas dos EUA anunciaram que realizaram, esta sexta-feira, mais um ataque contra um barco por suspeitas de narcotráfico no Oceano Pacífico. Três homens morreram, neste que é o terceiro ataque na mesma semana, subindo assim para mais de 200 o número de mortos em ataques a alegadas embarcações de narcotráfico. 

O Comando Sul dos EUA informou numa publicação na rede social X que o ataque foi ordenado pelo general Francis L. Donovan, o comandante de topo dos EUA na América Latina, que na sexta-feira se reuniu também com líderes militares cubanos nas proximidades da base da Marinha dos EUA na Baía de Guantánamo, avança o The Guardian.

Embora os comunicados das forças armadas nas redes sociais incluam sempre vídeos dos ataques, este aparenta ser o primeiro onde as imagens surgem a cores, em vez de preto e branco. O vídeo mostra uma pequena embarcação a flutuar no oceano antes de ser atingida e consumida por uma bola de fogo. A imagem muda para o que parece ser o barco em chamas, rodeado de uma grande nuvem de fumo e alguns objetos espalhados à sua volta na água.

Sobe assim para 202 o número de mortos na série de ataques norte-americanos a alegadas embarcações de narcotráfico que teve início em setembro do ano passado, tendo sido anunciados outros dois ataques esta terça e quarta-feira. 

A administração de Donald Trump declarou que os Estados Unidos se encontram em conflito armado com os cartéis de droga latino-americanos, alegando que este estão por trás do fluxo de droga que segue para as comunidades norte-americanas. No entanto, a administração não apresentou provas definitivas de que as embarcações estejam envolvidas no tráfico de droga, o que suscitou debate no que concerne à legalidade das operações. 

A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional afirmaram que os ataques equivalem a "execuções extrajudiciais ilegais".

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