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Eurodeputados manifestam em Xangai à Temu preocupação com bens contrafeitos

Mesmo com as medidas de inspeção e ensaio aplicadas pela empresa, os eurodeputados constataram que "são sistematicamente detetadas violações dos requisitos de segurança da UE".

02 de abril de 2026 às 08:18

Uma delegação de eurodeputados alertou esta quinta-feira , em Xangai, para a persistência de produtos contrafeitos e inseguros na Temu, apesar das garantias da plataforma chinesa, num contexto de crescente escrutínio da União Europeia ao comércio eletrónico chinês.

Segundo informou a comissão do Mercado Interno do Parlamento Europeu na sua conta oficial na rede social X, os eurodeputados mantiveram um encontro com o presidente da Temu, Sun Qin, e outros altos responsáveis da empresa, que apresentaram as operações da companhia e os seus "sistemas de conformidade normativa".

A delegação europeia assinalou que continua a considerar preocupante que "demasiados produtos contrafeitos e que não cumprem a legislação continuem a reaparecer, apesar das garantias apresentadas".

Mesmo com as medidas de inspeção e ensaio aplicadas pela empresa, os eurodeputados constataram que "são sistematicamente detetadas violações dos requisitos de segurança da UE".

A reunião com a Temu teve lugar no último dia da primeira visita de eurodeputados à China em oito anos, uma missão centrada no impacto do comércio eletrónico chinês no mercado comunitário e na entrada massiva de pequenos pacotes provenientes de plataformas sediadas fora da União Europeia (UE), em particular chinesas.

Durante a sua estadia em Pequim nos dias anteriores, a delegação, liderada pela presidente da comissão, Anna Cavazzini, reuniu-se com representantes da Administração Estatal para a Regulação do Mercado, com legisladores chineses, com a Câmara de Comércio da UE na China e com responsáveis das empresas de comércio eletrónico Shein e Alibaba.

Nesses contactos, os eurodeputados manifestaram preocupações quanto à segurança dos produtos, trabalho forçado, proteção de menores na Internet, acesso das empresas europeias ao mercado chinês e concorrência leal.

A visita ocorre num momento de crescente atenção em Bruxelas sobre plataformas de comércio eletrónico de origem chinesa como a Shein, a Temu ou a AliExpress.

Segundo dados divulgados anteriormente pelo Parlamento Europeu, em 2024 entraram no mercado comunitário 4,6 mil milhões de pequenos pacotes, dos quais 91% provinham da China.

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