Extrema-direita foi derrotada. PVV mantém-se no poder.
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O partido de centro-direita do primeiro-ministro Mark Rutte venceu as eleições legislativas de quarta-feira na Holanda, batendo confortavelmente os populistas do Partido da Liberdade, de Geert Wilders, e provocando um suspiro coletivo de alívio dos partidos tradicionais europeus, que aguardavam com expectativa o resultado daquele que foi o primeiro grande teste à força dos movimentos populistas na Europa após a vitória do Brexit no Reino Unido e a eleição de Trump nos EUA. Recorrendo à analogia futebolística usada por Rutte na véspera das eleições: Europa 1 - Populistas 0.
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O PVV conquistou 33 assentos, com 94,3% dos votos contados, abrindo-se a porta à formação de um governo de coligação de centro-direita.
De acordo com a agência de notícias Efe, os lugares conquistados pelo Partido Popular para a Liberdade e a Democracia (VVD, de direita), a par com os 19 obtidos tanto pelos democratas-cristãos como pelo partido Democracia D66, dariam lugar a um Executivo em minoria com 71 apoios.
Para superar os 76 deputados que proporcionam a maioria absoluta na Câmara Baixa, com 150 membros, Mark Rutte poderá recorrer aos nove lugares dos trabalhistas (PvdA), que foram parceiros do Governo na anterior legislatura. Contudo, falta saber se o PvdA está disponível para o efeito, depois de quatro anos e meio de aliança e a perda de 29 assentos nestas eleições.
Apesar de o Partido da Liberdade (PVV, de extrema-direita) ter conquistado 20 assentos nestas eleições - contrariando as sondagens que a apontavam como a força mais votada -, a maioria das formações políticas manifestou durante a campanha eleitoral que não pretendia aliar-se com Geert Wilders.
Depois de se ter ficado a saber que ficou colocado em segundo lugar nas eleições, Geert Wilders afirmou-se pronto para integrar o futuro Governo holandês caso seja convidado.
No entanto, Mark Rutte, reeleito agora para um terceiro mandato à frente do Governo da Holanda, garantiu, nas semanas que antecederam o escrutínio, que a probabilidade de governar com Geert Wilders "não é era de 0,1, mas sim de zero".
Em paralelo, também parece pouco provável uma aliança entre as forças de esquerda, apesar do crescimento do partido ecologista Groenlinks, que passou de quatro para 14 assentos no parlamento.
O apoio dos 14 deputados pertencentes ao Partido Socialista (PS) seria insuficiente, se bem que o seu líder, Emile Roemer, pediu aos demais partidos de esquerda "para não irem atrás da direita" afirmando que será "emocionante" ver a cor do futuro Executivo.
Wilders foi dos primeiros a falar para agradecer aos apoiantes e sublinhar o crescimento do partido no parlamento. "Ainda não se livraram de mim", garantiu o líder da extrema-direita.
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