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Filas nos aeroportos dos EUA persistem apesar do aumento da presença do ICE

Tempo de espera nos três aeroportos de Nova Iorque ultrapassava a meia hora.

26 de março de 2026 às 01:27

Os aeroportos dos Estados Unidos continuavam esta quarta-feira filas de espera devido às faltas de pessoal da Administração de Segurança do Transporte (TSA, em inglês), apesar do reforço com agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas.

O tempo de espera nos três aeroportos de Nova Iorque ultrapassava a meia hora, embora onde ocorreram maiores atrasos tenha sido no Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson de Atlanta (Geórgia) e no Aeroporto Intercontinental George Bush de Houston (Texas), onde superaram as duas horas.

A administradora interina da TSA, Ha Nguyen McNeill, declarou durante uma intervenção no Congresso que os EUA registaram "os tempos de espera mais longos da história".

A cidade texana é, de facto, uma das que registou mais faltas de pessoal na TSA nesta terça-feira, segundo dados recolhidos pela cadeia NBC News: no Aeroporto William P. Hobby faltou 43% do pessoal, enquanto no George Bush 39,8%.

Segue-se o de Atlanta, onde ocorreram grandes atrasos, e onde faltou 36,6% do pessoal.

A cidade de Nova Iorque voltou a ser uma das mais afetadas depois de ter faltado 36,8% do pessoal no Aeroporto Internacional John F. Kennedy e 17,1% no de LaGuardia, também afetado pelos atrasos provocados pelo acidente entre um avião e um camião de bombeiros, que manteve o terminal fechado várias horas na segunda-feira.

A área da capital dos Estados Unidos também foi afetada pelas ausências de pessoal: 28,6% dos funcionários não compareceram no Aeroporto Internacional Thurgood Marshall de Baltimore-Washington e 17,6% no Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington.

O total de funcionários da TSA que se ausentou do trabalho nos EUA na véspera ascendeu a 11,14%.

As ausências ocorreram após o bloqueio no Senado do projeto orçamental do Departamento de Segurança Nacional, que já está há cinco semanas parcialmente fechado e que congelou os salários dos trabalhadores da TSA (que aquele departamento administra), considerados funcionários "essenciais" durante um encerramento do Governo federal, o que os obriga a trabalhar mesmo que não haja fundos aprovados para os pagar.

O destacamento do ICE não conseguiu reduzir em todos os casos, as longas filas, causando descontentamento entre os viajantes pela dificuldade em prever com que antecedência chegar ao aeroporto.

Os utilizadores denunciaram ter perdido voos devido a estas filas.

O czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan, explicou que o ICE ajudará a TSA "a fazer o seu trabalho em áreas que não exigem conhecimentos especializados", como vigiar uma saída, gerir filas ou controlar multidões, pelo que o seu destacamento não resolveria a falta de pessoal.

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