page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Filho de Bolsonaro acusado de peculato

Flávio Bolsonaro é acusado de contratar assessores fictícios para ficar com os ordenados.

30 de setembro de 2020 às 08:30

O Ministério Público pediu ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para acusar Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, por crimes de peculato e lavagem de dinheiro que terá praticado quando era deputado regional naquele estado. Flávio, de 39 anos, é apontado como chefe de uma organização criminosa que desviou dinheiro público em proveito próprio.

Na acusação, de 300 páginas, o MP diz que o hoje senador foi o idealizador e chefe de um esquema de desvios criado no seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, cujo principal operador era Fabrício Queiroz, seu assessor e amigo da família Bolsonaro. Queiroz, que estava desaparecido desde que o esquema foi descoberto, em final de 2018, foi preso em junho passado na casa de campo de Frederick Wassef, advogado de Flávio e do pai.

O esquema, conhecido como ‘rachadinha’, consistia na contratação de assessores, na sua maioria ‘fantasmas’, cujos salários revertiam, na maior parte, para um saco azul criado por Flávio Bolsonaro. A investigação começou há dois anos, mas sucessivos pedidos de Flávio à Justiça para paralisar o processo só agora permitiram concluir a investigação.

O filho de Bolsonaro nega tudo, mas as explicações que dá para as milionárias transações que fez com dinheiro vivo não convenceram os procuradores. Só desse esquema Flávio terá recebido pelo menos 415 mil euros, depositados aos poucos na conta de Queiroz e depois transferidos para a dele, além de ter lucrado fortunas comprando imóveis abaixo do preço em dinheiro vivo e vendendo-os em seguida. Flávio tinha também uma loja de chocolates num centro comercial do Rio de Janeiro, que pagou em dinheiro vivo e que dá um lucro anormal. Segundo o MP, quase todos os clientes pagam também em dinheiro, o que não é normal.

Privilégio de foro

O Ministério Público tenta há meses anular o privilégio de foro de Flávio Bolsonaro, já que os crimes de que é acusado aconteceram antes de ser eleito senador, mas a influência dele e do pai e manobras de advogados têm protelado sucessivamente a análise do caso na Justiça.

Desrespeito à Justiça

Flávio Bolsonaro faltou na semana passada a uma convocatória do MP alegando um “compromisso de interesse nacional” em Manaus, mas à hora da audiência participou num programa de TV em que cantou músicas ofensivas a homossexuais.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8