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Filho de Trump divulga mails em que lhe é oferecida informação secreta da Rússia contra Clinton

Donald Trump Jr. responde à possibilidade de ter acesso a segredos: "adoro".
José Carlos Marques 11 de Julho de 2017 às 16:31
 Donald Trump Jr
Donald Trump Jr.
 Donald Trump Jr
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Donald Trump Jr.
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 Donald Trump Jr
Donald Trump Jr.
 Donald Trump Jr
O filho de Donald Trump divulgou esta terça-feira a cadeia de emails trocados com Rob Goldstone, o homem que montou o encontro entre Trump Junior e uma advogada russa que lhe prometia dar informação comprometedora sobre a campanha de Clinton.

Numa das mensagens, Rob diz a Jr: "O principal procurador da Rússia encontrou-se com Aras, [pai de Emin, amigo russo de Trump Jr.] esta manhã e na reunião prometeu entregar à campanha de Trump alguns documentos oficiais e informação que incriminariam Hillary e os seus negócios com a Rússia, o que seria muito útil para o seu pai".

"Isto é, obviamente, informação de alto nível e muito sensível, mas faz parte do apoio da Rússia e do seu governo ao Sr. Trump", acrescenta Rob Goldstone.

Na resposta, Jr. envia a Rob uma mensagem, a 3 de junho em que pede para falr com Emin - que diz ter conhecido em 2013 numa gala da Miss Universo na Rússia, mais tarde. Mas mostra-se entusiasmado com a possibilidade de receber informações da Rússia sobre Clinton: "...se é o que tu dizes, adoro..."




Junior garante que nada disto lhe foi dado na reunião com a tal advogada, Natalia Veselnitskaya, que aconteceu a 9 de junho de 2016. O filho do presidente qualifica o enconto como "uma coisa absurda". Diz que terá sido enganado, uma vez que advogada só quis falar de leis de adoção e que nunca lhe deu qualquer informação confidencial. 

Na troca de emails, Jr. diz a Rob que vão estar na reunião Jared Kushner, marido da sua irmã Ivanka, que trabalha agora para o sogro na Casa Branca e o diretor de campanha do pai.

Rob Goldstone é publicista e antigo jornalista britânico. Segundo o The Guardian, combinou a reunião com a advogada Natalia Veselnitskaya em conjunto com Jared Kushner, genro de Trump e Paul Manafort, então diretor da campanha. O encontro terá acontecido na Trump Tower, em Nova Iorque. Goldstone teria como cliente Emin Agalarov, filho de Aras, um magnata  que quis fazer uma parceria com Trump para construir um hotel em Moscovo. Emin é também o tal homem que Junior diz que ter conhecido através do concurso Miss Universo, organizado por Trump..

Notícia do New York Times força Junior a divulgar emalis

O caso da reunião de Donald Trump Jr., o filho mais velho do presidente americano, com a advogada russa ganhou esta segunda-feira novos contornos. Junior tinha admitido ter-se reunido com uma advogada russa que lhe prometera informações comprometedoras sobre Hillary Clinton, a rival democrata na campanha presidencial. Mas garante que não lhe foi passada qualquer informação relevante, e que o pai nem chegou a saber da reunião.

O jornal New York Times avançou na noite desta segunda-feira com uma versão bem diferente. O periódico cita três fontes que garantem que Donald Trump Jr. recebeu um email antes da reunião com a advogada Natalia Veselnitskaya em que lhe era dito expressamente que ia receber informação sobre a campanha de Clinton e que esse encontro se inseria num "esforço do governo russo para ajudar a candidatura do pai", escreve o NY Times

Perante estas revelações, Trump Jr decidiu mostrar os emails.

A advogada Natalia Veselnitskaya negou, entretanto, numa entrevista à NBC que tenha tentado ludibriar Trump Jr., acenando com informações comprometedoras sobre Clinton - como reza a versão que este tem dos factos. E nega também ligações ao Kremlin.

Os documentos agora divulgados por Trump Jr. poderão vir a ser usadas nas investigações em curso que o Senado e o FBI fazem em separado sobre as relações entre a campanha de Trump e a Rússia. Entre os políticos democratas, já há quem considere estes mais como a "arma fumegante" que prova a alegada ligação russa de Donald Trump.

Lembre-se que a campanha de Hillary Clinton foi alvo de um ataque informático em que foram revelados mails muito embaraçosos trocados entre elementos da sua campanha. Os Democratas atribuiram esta fuga de informação a "hackers russos", o que nunca foi provado.





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