page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Financiamento baixo com expetativa de destituição de Dilma

Queda nos juros da dívida não podia ter chegado em melhor altura para o Brasil.

21 de março de 2016 às 22:47

A expectativa de que a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, não vai conseguir permanecer no cargo está a fazer com que os custos de financiamento do país baixem face aos elevados níveis da última semana, diz a Bloomberg.

"Cada vez mais há a ideia de que haverá uma mudança política, e isso cria margem para o Governo baixar a oferta de juros elevados durante os leilões do Tesouro", comentou à agência de notícias financeira Bloomberg o economista chefe da consultora INVX Global Partners, em São Paulo.

A entrada do antigo Presidente Lula da Silva "parece ter acelerado o processo de destituição, um desenvolvimento que o Governo e os mercados não tinham antecipado", acrescentou Eduardo Velho, dias depois de o custo exigido pelos investidores para aceitarem dívida pública brasileira ter baixado quase 03 pontos percentuais, para cerca de 14%.

Num leilão de dívida na quinta-feira, o Brasil colocou 415 milhões de dólares com maturidade a janeiro de 2020 a uma taxa de juro média de 14,1%, o valor mais baixo desde agosto, uma semana depois de ter emitido 1,5 mil milhões de dólares, a maior emissão de dívida desde maio do ano passado e a primeira desde que a dívida soberana foi cortada para 'lixo'.

A queda nos juros da dívida não podia ter chegado em melhor altura para o Brasil, que está a tentar financiar uma acentuada subida do défice das contas públicas para combater a maior recessão em mais de um século. No ano passado, o Brasil teve uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,8% e para este ano a generalidade das instituições financeiras aponta para uma nova queda à volta dos 3%, a que se junta uma taxa de desemprego e de inflação acima dos 10%.

A crise política brasileira agravou-se desde a semana passada, quando Dilma Rousseff convidou o seu padrinho político Lula da Silva para ministro da Casa Civil, numa iniciativa que a oposição diz ter sido apenas para garantir a liberdade do antigo Presidente, que está sob investigação no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga corrupção, fraude e branqueamento de capitais, nomeadamente na Petrobras.

A nomeação de Lula da Silva foi suspensa na sexta-feira, pelo Supremo Tribunal Federal, depois de divulgada uma escuta telefónica entre a Presidente e o seu antecessor, que segundo uma medida cautelar, deixava claro que o objetivo da nomeação era evitar que o ex-Presidente fosse preso.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8