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Força da NATO faz nova ofensiva em Tora Bora

Pelo segundo dia consecutivo forças terrestres afegãs e norte-americanas, apoiadas por meios aéreos, atacaram ontem o complexo de túneis e grutas de Tora Bora, numa zona montanhosa afegã próxima da fronteira com o Paquistão. O local foi refúgio de Osama bin Laden após a invasão de 2001 e foi uma vez mais procurado por rebeldes da al-Qaeda e guerrilheiros taliban.

17 de agosto de 2007 às 00:00

Os combates fizeram já 50 mortos entre os rebeldes e provocaram a fuga de mais de cem famílias da região. Algumas fontes referem ainda a morte de pelo menos 30 civis após o bombardeamento de três localidades.

A capitã Vanessa Bowman, porta-voz da ISAF, força multinacional da NATO no Afeganistão, não confirmou as notícias. “Não tenho conhecimento de relatórios sobre baixas civis”, afirmou. Outra fonte norte-americana frisou que as zonas civis “não estão a ser alvejadas”, havendo o maior cuidado em actuar “longe das áreas habitadas”.

Sobre o cerco a Tora Bora, Bowman explicou que se trata de um local “ideal para esconder bases de apoio e locais de treino”. De facto, o complexo de cavernas, ligadas por vastas redes de túneis artificiais, foi construído pelos afegãos durante a invasão soviética dos anos 1980. Osama bin Laden terá pago boa parte da construção e usou depois o local para escapar, em 2001, ao cerco das tropas internacionais que depuseram o regime fundamentalista taliban.

O Paquistão está a apoiar a ofensiva desta semana com “um pequeno número” de tropas destacadas para a região tribal de Kurran, no lado paquistanês da cordilheira de Tora Bora. “Estamos a fazer isso desde há três dias em coordenação com as forças aliadas no Afeganistão”, afirmou um responsável paquistanês, explicando que foram tomadas medidas para evitar “infiltrações de militantes do outro lado”.

Entretanto, um atentado à bomba no distrito de Khogiani, junto a Tora Bora, causou a morte, no domingo, a três soldados da ISAF, e, nos últimos dias, uma base dos EUA na mesma área foi atacada com disparos de rocket.

A ofensiva em curso deverá continuar nos próximos dias, não tendo data limite para terminar.

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