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Gasóleo nos EUA atinge preço recorde de 5,85 dólares por galão

Novo máximo surge num contexto de forte subida dos preços da energia desde que os Estados Unidos desencadearam uma guerra contra o Irão.

04 de setembro de 2026 às 15:50

O preço do gasóleo nos Estados Unidos atingiu esta sexta-feira um novo recorde de 5,85 dólares (cerca de cinco euros) por galão (3,8 litros), superando o máximo registado em 2022, segundo dados da Associação Automóvel Americana (AAA).

O novo máximo surge num contexto de forte subida dos preços da energia desde que os Estados Unidos desencadearam uma guerra contra o Irão, com Teerão a retaliar, nomeadamente, através do bloqueio do estreito de Ormuz, uma importante rota marítima para o transporte de hidrocarbonetos.

Embora tenham recuado face ao pico registado no início de abril, no auge do conflito, os preços do petróleo voltaram a subir progressivamente nas últimas semanas, com o barril de referência nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI), a ultrapassar os 90 dólares.

As preocupações centram-se sobretudo na capacidade de refinação, uma vez que os produtos refinados permanecem bloqueados no Golfo Pérsico, onde se concentra uma parte significativa da produção e onde algumas refinarias foram alvo de ataques com mísseis.

Em paralelo, os ataques ucranianos contra refinarias russas reduziram a produção de produtos refinados naquela região, contribuindo para diminuir ainda mais a disponibilidade.

Também o preço da gasolina comum nos Estados Unidos voltou a subir, situando-se em 4,15 dólares por galão, embora permaneça abaixo do recorde de 5,05 dólares atingido em 2022, segundo a AAA.

A evolução do gasóleo assume particular importância para a economia norte-americana, dado que 75% do consumo deste combustível corresponde ao setor dos transportes e 14% à indústria e agricultura, enquanto o consumo das famílias é comparativamente reduzido, de acordo com dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA).

Os transportes e a indústria enfrentam já um forte aumento dos custos, situação assinalada na quarta-feira pela Reserva Federal norte-americana (Fed), na sua análise periódica às condições económicas do país.

A subida dos custos da energia ocorre num contexto de inflação persistente nos Estados Unidos, que se situou em 3,4% em termos homólogos, segundo o índice de preços no consumidor (IPC) divulgado em agosto.

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