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Governador de São Paulo acusa Bolsonaro de gostar "do cheiro da morte" devido à situação da Covid-19 no Brasil

Pandemia da Covid-19 já matou 206 mil pessoas no país.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 16 de Janeiro de 2021 às 16:13
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro FOTO: Direitos Reservados

Num duro ataque a Jair Bolsonaro, que costuma referir-se a ele com palavras de baixo calão e insinuações pessoais, o governador do estado de São Paulo, João Doria, classificou o presidente brasileiro como um "facínora", que "gosta do cheiro da morte". Doria aludia ao negacionismo de Bolsonaro em relação à Covid-19, que no Brasil já matou 206 mil pessoas.

"O Bolsonaro defende a morte, ele gosta do cheiro da morte. O que está a acontecer em Manaus (capital do Amazonas, onde doentes com Covid-19 estão a morrer por falta de cilindros de oxigénio nos hospitais enquanto Bolsonaro condiciona a ajuda ao uso da polémica cloroquina, que ele mesmo prescreveu) em qualquer outro país do mundo seria considerado genocídio. O negacionismo está a tomar conta do Brasil sob o comando desse facínora, já custou a vida de milhares de brasileiros e vai custar a de outros milhares se não fizermos alguma coisa. Está na hora dos brasileiros, o Congresso, a imprensa e toda a sociedade civil reagir contra esse presidente frio, sem respeito pela vida, sem coração", disparou João Doria, antigo aliado de Bolsonaro mas que se transformou em alvo do chefe de Estado depois de este avaliar que Doria poderá ser seu adversário nas presidenciais de 2022.

Claramente descontrolado, Jair Bolsonaro respondeu a esse ataque pouco depois através do programa do seu amigo José Luiz Datena na TV Bandeirantes, um dos raros a quem dá entrevista. Bolsonaro disse que João Dória "não é homem", que o governador de São Paulo é "um pilantra de calcinha apertada", que só o ataca porque está de olho na cadeira presidencial mas, voltou a frisar como tem feito nos últimos dias, que só quem pode tirá-lo do cargo "é Deus", reiterando pretender eternizar-se no poder mas sem especificar se de forma democrática ou outra. 

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