Aécio Neves foi forçado a deixar o cargo após ser alvo de uma vaga de denúncias de corrupção.
O governador do estado brasileiro de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi eleito este sábado presidente do Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB, em substituição ao senador e segundo colocado nas presidenciais brasileiras de 2014, Aécio Neves, forçado a deixar o cargo após ser alvo de uma vaga de denúncias de corrupção. A eleição para a presidência do segundo maior partido do Brasil abre caminho para Alckmin realizar o seu projecto mais ambicionado, ser escolhido o candidato do PSDB às presidenciais de 2018.
Alckmin, que só aceitou candidatar-se à liderança do partido se fosse candidato único, apoiado por todas as alas que há meses se degladiam dentro do partido, foi eleito com 470 votos a favor e apenas 3 contra. Os dois outros potenciais candidatos à liderança, o governador do estado de Goiás, Marconi Perilo, e o ex-governador do estado do Ceará, Tasso Jereissati, aceitaram renunciar às suas candidaturas em nome da união do partido, dividido entre os que apoiam o governo do presidente Michel Temer, como Perilo, e os que defendem a ruptura com o executivo, como Jereissati.
Após a eleição, Geraldo Alckmin já mostrou as suas aspirações presidenciais e atacou o atual líder nas sondagens de intenção de voto para 2018, o ex-presidente Lula da Silva. Alckmin fustigou asperamente Lula e afirmou ser um absurdo e uma desfaçatez que "quem levou o Brasil para a maior crise da sua história agora esteja a tentar voltar ao poder".
Ser presidente do Brasil é um sonho antigo de Geraldo Alckmin, que já o tentou em 2006, sendo na altura derrotado pelo próprio Lula, que nesse ano conseguiu a reeleição. Em 2010, Alckmin fez de tudo para ser novamente o candidato do PSDB à presidência, mas foi superado internamente por José Serra, que acabou por ser também derrotado, dessa feita pela sucessora de Lula, Dilma Rousseff.
O PSDB vive há muito tempo uma crise interna, tanto porque o até hoje presidente, Aécio Neves, se recusou terminantemente a deixar o cargo até à Convenção Nacional deste sábado, apesar das gravíssimas acusações que enfrenta, quanto porque o partido está meio fora e meio dentro do governo. Nas denúncias contra Michel Temer por corrupção votadas no parlamento em Junho e Agosto, metade dos deputados do PSDB votou contra o presidente da República e a outra metade a favor.
Com a eleição de Alckmin, a saída definitiva do PSDB da base de apoio a Temer, tantas vezes ameaçada e adiada, deve ser formalizada, mas ocorrerá, como o próprio Temer definiu, de forma "elegante". Sexta-feira, o ministro da Articulação Política, António Imbassahy, do PSDB, antecipou-se e pediu demissão, e na Convenção foi pedido à ministra de Direitos Humanos, Luíslinda Vallois, também do partido, que faça o mesmo.
O terceiro membro do PSDB que ainda faz parte do governo, Aloysio Nunes Ferreira, ministro dos Negócios Estrangeiros, já anunciou que vai continuar no cargo, mas não mais como representante do partido e sim como convidado de Temer. Com a nova liderança do PSDB e a saída "elegante" do governo, Temer, que convenceu Alckmin a aceitar a candidatura, espera que o partido, apesar de passar a ser independente, aprove as reformas impopulares que Temer apresentou ao Congresso e para as quais os votos dos sociais-democratas são essenciais.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.