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Correio da Manhã

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Governo brasileiro distribui cartões e saldo de telemóvel para famílias das vítimas da barragem

Último balanço provisório, divulgado pelas autoridades na noite de segunda-feira, era de 65 mortos e dezenas de feridos.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 29 de Janeiro de 2019 às 16:56
Equipas procuram sobreviventes de rebentamento de barragem no Brasil
Rutura de barragem no Brasil
As imagens do antes e depois do colapso da barragem em Brumadinho no Brasil
As imagens do antes e depois do colapso da barragem em Brumadinho no Brasil
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As imagens do antes e depois do colapso da barragem em Brumadinho no Brasil

O governo central brasileiro disponibilizou na tarde desta terça-feira 300 chips de telemóvel a famílias de desaparecidos após o colapso de uma barragem de resíduos de ferro sexta-feira passada na cidade de Brumadinho, interior do estado de Minas Gerais.

A medida visa facilitar a comunicação dessas famílias com o comando das equipas de resgate que continuam a procurar 288 pessoas que se supõe estarem ainda soterradas pelos 13 milhões de metros cúbicos de lama altamente tóxica que vazaram da barragem "Mina do Feijão", pertencente à mineradora Vale, antiga Vale do Rio Doce.

Cada família receberá um chip com 300 minutos de créditos para conversação, em resposta a queixas de muitos familiares de vítimas de que, além de terem ficado sem nada, pois a casa ficou sob toneladas de lama, ainda tinham de tentar conseguir dinheiro para comprarem créditos de telemóvel e poderem saber se o seu ente tinha ou não sido localizado.

Antes disso, desde o amanhecer desta terça, militares do Exército instalaram na região de Brumadinho 11 antenas provisórias de telefonia, já que as que funcionavam na cidade foram arrancadas e destruídas pelo mar de lama que jorrou violentamente da barragem e soterrou, além de centenas de pessoas, casas, comérvios, pousadas, escolas, estradas, bosques e tudo o mais que havia pela frente.

As famílias afectadas cujas casas foram destruídas foram instaladas em hotéis de Brumadinho localizados em áreas não atingidas pela lama ou em outras cidades vizinhas e estão a receber atendimento médico e psicológico.

Mas nada disso consegue atenuar o sofrimento nem a ansiedade pelo desfecho da tragédia, pois as famílias dos desaparecidos, que à medida que o tempo passa perdem a esperança de que os seus parentes estejam vivos, querem ao menos que os corpos sejam recuperados para lhes poderem dar um enterro digno.

O último balanço provisório, divulgado pelas autoridades na noite de segunda-feira, era de 65 mortos e dezenas de feridos. Mas o novo balanço, previsto para ser divulgado na noite desta terça, deve infelizmente revelar um número bem superior de vítimas fatais, pois ao longo do dia muitos corpos foram encontrados na vasta área do desastre.
Brumadinho Minas Gerais Vale do Rio Doce Mina do Feijão Vale acidentes e desastres questões sociais política
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