Propriedade de um armador sueco, o petroleiro "Stena Impero" foi apresado na sexta-feira pela Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irão.
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Teerão insistiu esta segunda-feira que a captura do petroleiro britânico foi feita em conformidade com as leis de segurança marítima do país e que não se trata de "uma medida de represália" à retenção de uma embarcação iraniana.
O porta-voz governamental, Ali Rabii, afirmou durante uma conferência de imprensa que a medida foi tomada "segundo as leis vigentes de navegação no estreito" de Ormuz, onde a Guarda Revolucionária arrestou o "Stena Impero".
Propriedade de um armador sueco, o petroleiro "Stena Impero" foi apresado na sexta-feira pela Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irão.
"É uma medida legal, correta e apropriada da República Islâmica do Irão", sublinhou o porta-voz, que criticou o apelo de alguns países que pediram a libertação do navio britânico apesar de este, reafirmou, ter cometido uma "ilegalidade".
"É interessante que enquanto (...) a República Islâmica atuou contra esta embarcação para proteger a segurança da região, alguns pedem para que se acabe com a detenção do petroleiro. Pedimos a esses países que solicitem o mesmo ao Reino Unido", acrescentou.
Rabii referia-se ao petroleiro iraniano "Grace 1", que está retido desde 04 de julho em Gibraltar, alegadamente por transportar petróleo para a Síria, um país sob sanções internacionais.
O porta-voz considerou como errada a comparação entre as duas capturas e insistiu que a embarcação britânica foi apreendida em águas territoriais do Irão, enquanto que o petroleiro iraniano foi apreendido nas águas de Gibraltar, território que Espanha reclama como seu.
"Até ignorávamos, com boa vontade, no caso do estreito de Ormuz (com algumas irregularidades), mas quando levam a cabo uma detenção ilegal em águas que os espanhóis consideram como suas, nós entendemos que não podemos ignorar isto", explicou o porta-voz.
Rabii reiterou que ao contrário do "ato hostil" do Reino Unido no Gibraltar, o "Stena Impero" violou várias regras de navegação.
A embarcação britânica desligou o seu localizador, entrou no estreito de Ormuz pelo sul, sendo esta a via da saída e "não prestou atenção às advertências das nossas forças", acrescentou.
As autoridades iranianas abriram uma investigação pelas infrações, que a empresa de transporte Stena Bulk já negou, e mantém o barco e os seus 23 tripulantes no porto de Bandar Abas, na província de Hormozgan, sul do Irão.
Os tripulantes, na sua maioria de nacionalidade indiana, encontravam-se "a salvo" e de "boa saúde", segundo as declarações do diretor da Organização de Portos e Navegação de Hormozgan, Alahmorad Afifipur, que acrescentou que seriam interrogados.
Por outro lado, o Governo do Reino Unido afirmou hoje que não quer um "confronto" com o Irão, mas exigiu que libertassem "imediatamente" o petroleiro "Stena Impero".
O Reino Unido pediu também que as embarcações com bandeira britânica evitem navegar no estreito de Ormuz durante um "período provisório", para diminuir a tensão na zona.
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