Informação preliminar avançada por referidos cidadãos que se encontram em Portugal indica que chegaram ao país a convite de agências de contratação de mão-de-obra e "agora estão à deriva".
O Governo de Moçambique assegurou esta terça-feira que está a tentar repatriar cidadãos enganados por falsas promessas de emprego, incluindo Portugal e República Centro Africana, pedindo aos moçambicanos que informem as autoridades sobre oportunidades de trabalho no estrangeiro.
"Temos dois ou três casos assim de cidadãos que foram a Portugal com contratos assinados, ou supostamente assinados, [e] chegados a Portugal as empresas que dizem que assinaram os contratos não são conhecidas pelo Estado português e têm que voltar", disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, em conferência de imprensa após uma reunião semanal daquele órgão, em Maputo.
Segundo o responsável, a informação preliminar avançada por referidos cidadãos que se encontram em Portugal indica que chegaram ao país a convite de agências de contratação de mão-de-obra e "agora estão à deriva".
"O Estado moçambicano tem que entrar uma vez mais. Então, são situações que não são agradáveis de reportar, mas, de qualquer forma, o Estado moçambicano não deverá desistir dos seus concidadãos", garantiu Impissa.
O governante pediu ainda a colaboração dos moçambicanos em notificar sempre as autoridades sobre as oportunidades de emprego no estrangeiro para evitar "dissabores desta natureza": "então, também temos mais casos, então teremos que continuar a acompanhar".
Outro caso apontado pelo porta-voz em que as autoridades tentam garantir o seu retorno ao país envolve moçambicanos retidos na República Centro Africana, considerando que se tratam de muitos casos idênticos, em que os cidadãos não comunicam às autoridades antes de aceitarem as propostas de emprego no estrangeiro.
"Não há problema de trabalhar no estrangeiro, não há problema de ter oportunidades fora do território nacional. O mais importante é que essas oportunidades devem ser partilhadas, devem ser sancionadas pelas autoridades moçambicanas", explicou Impissa.
O governante frisou que estão em curso diligências junto dos consulados no estrangeiro para garantir o regresso dos concidadãos ao país, reiterando o apelo para uma comunicação permanente ao Ministério de Trabalho, Género e Ação Social sobre qualquer oportunidade de emprego, visando "evitar efetivamente casos de tráfico humano e utilização das pessoas de forma indevida".
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