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Governo turco pede detenção urgente de Gulen

Ministro da Justiça faz pedido de extradição aos EUA.

02 de agosto de 2016 às 13:28

O Governo turco enviou aos Estados Unidos mais informação para sustentar o pedido de detenção urgente do ex-imã Fethullah Gulen, que Ancara diz ser o mentor da tentativa de golpe de Estado, anunciou esta terça-feira o ministro da Justiça.

Bekir Bozdag recordou à agência de notícias turca Anadolu (pró-Governo) que as autoridades enviaram a Washington um pedido de extradição que inclui a "detenção e prisão preventiva urgente" do teólogo de 75 anos, residente no estado norte-americano da Pensilvânia desde 1999.

"Há declarações e afirmações sérias quanto ao envolvimento de Fethullah Gulen na conspiração golpista. Por isso é necessário detê-lo urgentemente. Temos informações dos serviços secretos sobre a possibilidade de fugir para um terceiro país", disse Bozdag.

O governante disse ter esperança de que os Estados Unidos "tenham em conta as necessidades da Turquia, como Estado de direito e democrático, e que devolvam à Turquia este dirigente de uma organização terrorista".

Desde o ano passado, o Governo turco descreve o movimento fundado por Gulen como "Organização Terrorista Fethullah Gulen", apesar de não existirem sentenças judiciais nem decisões ministeriais para declarar a rede de apoiantes do ex-imã como associação terrorista.

Na sequência da tentativa de golpe militar, a 15 de julho, o executivo turco declarou o estado de emergência e desencadeou uma purga em diversos organismos estatais e setores da sociedade turca para localizar os alegados seguidores de Fethullah Gülen, o clérigo e opositor exilado nos Estados Unidos que Ancara acusa de ter patrocinado o golpe.

Duas semanas depois da tentativa de golpe, o Presidente turco continua a reforçar o seu controlo do país.

No total, 10.000 pessoas permanecem em prisão preventiva na Turquia acusadas de envolvimento no golpe militar, onde se incluem 5.000 militares, entre eles 151 generais ou almirantes, 3.000 oficiais de diversas patentes, cerca de 1.000 soldados e 700 cadetes.

Mais de 50.000 pessoas foram demitidas.

JH // JMR

Lusa/fim

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