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94 dirigentes despedidos após tentativa de golpe de estado

Anúncio foi feito pelas autoridades da Turquia.

02 de agosto de 2016 às 20:11

As autoridades do futebol turco anunciaram, esta terça-feira, ter despedido 94 elementos filiados na federação, incluindo árbitros e observadores, na sequência da tentativa de golpe de estado a 15 de julho para retirar Recep Erdogan do poder.

"A nossa federação considerou necessário demitir 94 pessoas, incluindo árbitros regionais e nacionais, membros do comité de árbitros e observadores", informou a federação, sem dar nomes.

As reações de Erdogan após a tentativa de golpe falhado têm sido transversais na sociedade turca, com milhares de despedidos e encarcerados, sendo que o futebol não é exceção.

As alegadas ligações a Fethullah Gulen, o ex-imã de 75 anos radicado nos Estados Unidos desde 1999, e que Erdogan considera mentor principal da conspiração, têm sido o motivo para a purga que no futebol já dura há vários dias.

Todos os membros das comissões afiliadas na federação renunciaram no fim de semana para permitir uma "inspeção de segurança" para ver se alguém tem ligações a Gulen.

A federação disse que aceitaria os pedidos de demissão dos simpatizantes de Gulen, a quem acusam de liderar uma "organização traidora e terrorista", e recuperaria os "membros que estejam limpos, para continuarem em funções".

O internacional alemão Mario Gomez, o melhor marcador do campeonato turco na época passada, deixou o Besiktas devido à situação política no país.

O presidente da federação, Yildirim Demiroren, já disse que o campeonato e jogos internacionais vão decorrer como previsto.

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