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Correio da Manhã

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Há padres britânicos condenados por pedofilia que ainda exercem

Pelo menos 14 dos 22 padres condenados de pedofilia em Inglaterra e País de Gales, que cumpriram um ano ou mais de prisão, continuam a exercer, refere esta quarta-feira o ‘The Guardian’.
15 de Setembro de 2010 às 14:16
Vários padres recebem ajuda financeira das autoridades religiosas
Vários padres recebem ajuda financeira das autoridades religiosas FOTO: Arquivo CM

Segundo o jornal esta informação pode eclipsar a visita do Papa Bento XVI ao Reino Unido, que deverá decorrer entre quinta-feira e domingo.          

O jornal refere ainda que destes 22 padres, 10 aparecem na última edição do Catholic Directory, um anuário oficial da Igreja, e que oito foram expulsos da Igreja.          

Vários destes padres recebem, depois de cumprirem pena de prisão, ajuda financeira das autoridades religiosas, pondo em dúvida o compromisso da Igreja de proteger os menores, refere o ‘Guardian’ que adianta que estes pormenores vão ser expostos esta quarta-feira no telejornal do ‘Canal 4’ da televisão britânica.         

Um dos casos de pedofilia é o que envolve o padre John Coughlan, que cumpriu uma pena de prisão em 2005 e apesar de não celebrar missa, ainda é sacerdote e reside numa vivenda propriedade da Igreja.          

Segundo o jornal britânico, Coughlan negou-se a aparecer perante as câmaras, mas afirmou que a sua situação está num "limbo" e que está em contacto com outros padres que atravessam os mesmos problemas.          

O padre vive na diocese de Westminster (Londres), que está a cargo do arcebispo Vincent Nichols, primaz da Igreja Católica em Inglaterra e Gales.           

O Papa Bento XVI inicia na quinta-feira uma visita de Estado ao Reino  Unido, onde será recebido pela rainha Isabel II e se reunirá com o primeiro-ministro,  David Cameron.          

A visita do Papa não parece suscitar entusiasmo entre os britânicos, ainda escandalizados com a dimensão dos abusos sexuais a menores por padres católicos pedófilos.          

Um grupo de vítimas de abusos pediu ao Papa para responder ao escândalo sexual com "actos e não com palavras".          

As vítimas, representadas pela associação ‘Sobreviventes de abusos sexuais do clero’, compilaram um livro com as suas mensagens pessoais que vão tentar entregar ao Papa durante os atos previstos em Inglaterra e na Escócia, já  que ainda não tiveram resposta aos pedidos para serem recebidos por Bento XVI. 

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