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Cinco moradores da província de Xaisomboun, no Laos, foram encontrados com vida. Dois estão desaparecidos. Um escapou e deu alerta.
Foram encontrados com vida cinco dos sete moradores de Long Gian, cidade da província de Xaisomboun, no Laos, que ficaram encurralados no interior de uma gruta. Socorristas e mergulhadores procuram agora resgatá-los das profundezas, uma semana após o alerta para o seu desaparecimento, dado por um elemento do grupo que conseguiu escapar. Falta encontrar dois.
Procuravam ouro quando uma chuva diluviana se abateu sobre a região, provocando cheias repentinas e deslizamento de terras, que bloquearam a saída da caverna e alagaram túneis e câmaras. A primeira preocupação das equipas de resgates foi fornecer-lhe oxigénio, alimentos e medicamentos. Estudam, agora, a forma de os retirar, o que não é fácil, até porque continua a chover com intensidade. Segundo Centro de Comando e Controlo Metta Tham Kalasin, um dos grupos que coordenam o resgate, os socorristas tiveram de percorrer um longo túnel, com passagens lamacentas e muito estreitas, até chegar aos sobreviventes, o que diz bem da complexidade da operação. “O ambiente é extremamente remoto e hostil”, reconhece Mikko Paasi, um mergulhador finlandês envolvido na missão de resgate. Sem experiência de mergulho em gruta, o resgate dos cinco homens só deverá ser possível se ligados a um socorrista. A ansiedade é o maior perigo nestas circunstâncias. “Estão sempre à beira de entrar em pânico e dificultar a vida do resgatador e deles mesmos”, admite Paasi.
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E TAMBÉM
Tailândia
Um dos mergulhadores envolvidos no resgate é o tailandês Kengkard Bongkawong. Já esteve envolvido no resgate, com sucesso, do grupo de 12 jovens futebolistas e do seu treinador numa gruta da Tailândia, em 2018. “O percurso não é complicado, o problema é o espaço. É tão estreito que temos de rastejar e inclinar-nos para passar. Além disso, as rochas são muito afiadas”, disse ao ‘The Guardian’.
Esperança
Após serem encontrados, o grupo preso na gruta enviou mensagens de tranquilidade às famílias, através dos socorristas. “Não precisa de se preocupar, mãe. A equipa de resgate já chegou, estamos seguros”; “Mãe, esposa, filhos, não precisam de se preocupar comigo, permaneçam firmes e fortes”; “Ainda estou forte e bem, daqui a pouco eu saio para te ver”, foram algumas das mensagens enviadas.
“Não chorem”
Para chegar às vítimas, a equipa de resgate teve de atravessar um túnel com cerca de 340 metros. Há zonas extremamente estreitas, onde a altura não vai além dos 60 centímetros. O momento ficou captado por uma câmara GoPro, onde se ouvem os socorristas dizer: “Não chorem, não chorem!” Na missão de resgate estão envolvidos mais de 100 operacionais, entre os quais 15 mergulhadores.
‘Javalis Selvagens’ 17 dias presos em gruta
A comparação entre o drama na gruta do Laos e o que se passou numa caverna da Tailândia, há seis anos, é inevitável. No verão de 2018, uma equipa de 12 futebolistas, com idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos, e o seu treinador também ficaram presos numa gruta de Tham Luan.
Foram apanhados de surpresa por uma chuva forte, que inundou a caverna. Ficaram nove dias sem comer, até serem encontrados por dois mergulhadores britânicos. Demorou mais uma semana até todos voltarem a ver a luz do dia, 17 dias no total. “Não temos a certeza se isto é um milagre, ciência, ou outra coisa qualquer. Todos os 13 ‘Javalis Selvagens’ [nome da equipa] estão fora da gruta”, escreveu, na altura, a unidade de Seals da Marinha tailandesa na sua página de Facebook. Alguns mergulhadores envolvidos neste resgate estão agora no Laos para outra ‘missão impossível’.
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