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Correio da Manhã

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Homicida mentirosa

Um caso que emocionou o Brasil no final de 2002, o assassínio dos Von Richthofen, um casal da alta sociedade assassinado em São Paulo com a participação da própria filha, voltou esta semana a ser notícia e reacendeu o ódio contra Suzane Von Richthofen, mentora confessa do bárbaro crime.
15 de Abril de 2006 às 00:00
Foto de Suzane publicada na ‘Veja’
Foto de Suzane publicada na ‘Veja’
A jovem, de 21 anos, que se encontrava em liberdade condicional após cumprir três anos de prisão preventiva, decidiu reclamar o direito de ficar com metade da fortuna deixada pelos pais. Só que, num verdadeiro ‘passo em falso’, acabou por voltar para a cadeia depois de ter forjado uma entrevista à TV Globo, em que se mostrou falsamente arrependida.
Só que a Globo exibiu depois imagens que Suzane desconhecia, gravadas em intervalos da entrevista sem que ela e os advogados soubessem. Nelas, a jovem ri e combina com os causídicos o que dizer para enganar toda a gente. Após a exibição da entrevista, o juiz Richard Chequini decretou a prisão de Suzane, considerando que esta manipulou a verdade e “constitui um risco para a sociedade” e, principalmente, “para a vida de seu irmão”, Andreas, de 19 anos, com quem disputa a herança dos pais.
CRIME BÁRBARO
Manfred e Marízia Von Richthofen foram assassinados com barras de ferro, enquanto dormiam, na noite de 31 de Outubro de 2002, por dois irmãos, Christian e Daniel Cravinhos, este último namorado de Suzane, namoro que os pais dela não aceitavam por o rapaz ser pobre e supostamente viciado em drogas.
Foi ela própria quem abriu a porta da mansão da família para os assassinos entrarem, e ficou à espera da conclusão do crime sentada numa sala. Depois, foi comer numa pizzaria com Daniel e terminou a noite com ele num motel, usando drogas e fazendo sexo.
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