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Homicídio investigado

A Procuradoria-Geral da República guineense retomou esta semana as investigações ao homicídio do antigo ministro da Administração Territorial Nicandro Barreto, ocorrido em Agosto de 1999 quando se encontrava em casa, sendo o único alto responsável político do regime de ‘Nino’ Vieira assassinado após o conflito de 7 de Junho de 1998.

12 de outubro de 2007 às 00:00

Em declarações ao Correio da Manhã, Nelvina Barreto, filha da vítima, disse que “este crime bárbaro aconteceu num momento de grande tensão política entre duas facções que disputavam o controlo do PAIGC, a facção “Firkidja [que significa alicerce] e a facção Renovadores”. Estes, adiantou, “eram aliados da Junta Militar que deu o golpe de Junho de 1998”, enquanto os Firkidja, dos quais Nicandro Barreto “era o ideólogo, tratava de barrar caminho aos golpistas, defendendo um PAIGC que consolidasse a democracia”. A investigação regressa à ribalta graças às pressões da família. “Há oito anos que não faço outra coisa se não querer saber a verdade” frisou Nelvina, concluindo que “há muitas reservas neste processo porque há personalidades do antigo regime que ainda estão no poder que sabem o que se passou e poderão estar envolvidas nesse crime”.

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